ONG americana diz que haverá fraude em eleições no Paquistão
da Efe, em Islamabad
O procurador-geral do Estado paquistanês, Malik Qayyum, admitiu que as eleições legislativas da próxima segunda-feira (18) sofrerão uma fraude eleitoral "em massa", segundo uma denúncia da organização Human Rights Watch (HRW) publicada hoje pela imprensa local.
Em uma conversa telefônica privada em novembro, Qayyum sugere a um homem, que não sabe por qual partido se apresentaria como candidato à Assembléia Nacional, que opte pelo partido governamental, segundo a organização.
"Deixa Nawaz Sharif [ex-primeiro-ministro e líder opositor]. Acho que não participará do pleito. Se fizer isso, terá problemas. E se [a ex-primeira-ministra] Benazir [Bhutto, morta em uma explosão em 27 de dezembro, então à frente de outro partido opositor] participar, também terá problemas", disse Qayyum.
"Farão uma fraude eleitoral em massa para que os seus ganhem", disse o procurador-geral, em alusão aos dirigentes do partido governamental, segundo a Human Rights Watch.
"Se puder conseguir ir com eles, faça isso", acrescentou ele, colaborador do presidente do Paquistão, Pervez Musharraf.
A conversa foi registrada quando um jornalista entrevistava Qayyum por telefone e este atendeu o homem em outra linha, enquanto a gravação, que foi recuperada pela organização, continuava em andamento. A conversa ocorreu logo depois de o governo paquistanês anunciar, no final do mês de novembro, a data do pleito legislativo, que deveria acontecer em 8 de janeiro e foi adiado para 18 de fevereiro, após o assassinato de Bhutto.
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