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15/02/2008 - 17h07

Saiba mais sobre Benazir Bhutto

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da Folha Online

A ex-premiê paquistanesa Benazir Bhutto, que foi morta em 27 de dezembro aos 54 anos em um atentado em Rawalpindi, foi a primeira mulher a comandar um Estado Islâmico. Ela foi chefe de governo do Paquistão durante dois mandatos (1988-90 e 1993-96), mas não completou nenhum.

Greg Baker/AP
Bhutto: ex-premiê governo Paquistão por dois mandatos, mas não completou nenhum
Bhutto: ex-premiê governo Paquistão por dois mandatos, mas não completou nenhum

A morte da líder paquistanesa ocorreu a duas semanas da realização de eleições no Paquistão, que estavam marcadas para 8 de janeiro mas foram adiadas para 18 de fevereiro. Bhutto deveria participar do pleito, pelo Partido Popular do Paquistão (PPP).

Ela era filha de Zulfikar Ali Bhutto, que foi premiê do Paquistão na década de 1970 e foi assassinado pelo ditador general Zia ul Haq. Com a morte de Zulfikar, a ex-premiê assumiu a direção do PPP, fundado por seu pai em 1967.

Bhutto nasceu em Karachi (sul do país) em 21 de junho de 1953 e estudou ciências políticas nas universidades de Harvard e Oxford.

Arte/Folha Online

Com 24 anos voltou ao Paquistão, onde viu seu pai ser derrubado e assassinado por Zia poucos meses depois.

A partir de então, passou longos períodos detida ou em prisão domiciliar, até que em 1984 partiu para o exílio em Londres, de onde retornou dois anos depois para receber uma acolhida de um milhão de pessoas em Lahore.

Retorno

A morte do ditador Zia em um acidente de avião em agosto de 1988 e a realização de novas eleições a lançaram para o poder em 2 de dezembro do mesmo ano. No entanto, em 6 de agosto de 1990, o presidente Ishaq Khan a destitui por acusações de abuso de poder, nepotismo e corrupção, dissolveu a Assembléia e convocou um novo pleito.

B.K.Bangash/AP
Atentado contra Bhutto ocorreu em Islamabad e deixou outras vítimas
Atentado contra Bhutto ocorreu em Islamabad e deixou outras vítimas

Bhutto voltou ao poder em outubro de 1993, mas após três anos foi novamente destituída por denúncias de corrupção e improbidade administrativa.

A "líder dos paquistaneses pobres", como ela mesmo se descreveu, optou então em 1999 por abandonar o Paquistão para um exílio voluntário, que só terminou em outubro deste ano, após um acordo com o ditador do país, Pervez Musharraf.

Em 18 de outubro de 2007, dia de sua volta ao país, violentos ataques atingiram o comboio que a seguia. Explosões ocorreram perto do caminhão blindado que levava a ex-premiê, matando mais de cem pessoas e deixando dezenas de feridos.

A ex-premiê tinha uma história ligada a atentados na família. Além da morte do pai, dois de seus irmãos foram mortos em circunstâncias não-esclarecidas. Um deles foi baleado em Karachi, e o corpo do outro foi encontrado em um hotel na França.

 

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