Saiba mais sobre o ex-premiê Nawaz Sharif
da Folha Online
Nascido em 25 de dezembro de 1949 na cidade de Lahore, no sul do Paquistão, Mian Muhammad Nawaz Sharif já foi duas vezes primeiro-ministro paquistanês e lidera o partido de oposição Liga Muçulmana do Paquistão (PML-N).
Seu primeiro mandato começou em 1990, com propostas consideradas conservadoras, mas foi interrompido em abril de 1993, quando o então presidente Ghulam Ishaq Khan dissolveu a Assembléia Nacional e anunciou Balakh Sher Mazari como o novo premiê.
| Anjum Naveed/AP |
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| O ex-premiê paquistanês Nawaz Sharif voltou ao país em 25 de novembro |
Seis semanas depois, a Suprema Corte invalidou a decisão do presidente e recompôs o Parlamento. Sharif pode voltar ao poder em maio de 1993, mas renunciou ao gabinete dois meses depois, após acusações de corrupção. Até que fossem realizadas as novas eleições parlamentares vencidas por Benazir Bhutto, Moin Qureshi ocupou o cargo interinamente.
Em 1997, Sharif voltou ao cargo de primeiro-ministro, mas dois anos depois foi novamente destituído, dessa vez pelo atual ditador Pervez Musharraf, que na época era o chefe do Exército paquistanês.
Sharif é conhecido internacionalmente por ser o responsável pelo início dos testes nucleares paquistaneses, em 1998.
Apesar das acusações de corrupção em seus dois mandatos como premiê, ele conseguiu reconstruir sua credibilidade política desde que foi para o exílio na Arábia Saudita, em abril de 2000.
Eleições
Depois de sete anos no exílio, Sharif voltou ao Paquistão em 25 de novembro último.
Ele tentou submeter sua candidatura à aprovação, mas foi proibido de participar das eleições que acontecem nesta segunda-feira (18).
A comissão eleitoral decidiu que Sharif ficará inelegível enquanto houver acusações legais contra ele. Ele diz que a proibição teve motivações políticas por parte das autoridades que apóiam Musharraf.
Ele está entre os que acusam Musharraf de planejar fraudar as eleições. "Nós lutamos pela democracia. Ele luta pela ditadura", declarou Sharif durante viagem à cidade de Kahuta, no norte do Paquistão, onde realizou um comício para cerca de 7.000 pessoas na última quarta-feira (13). "Para se manter no poder, terá de fraudar os resultados. Ele sabe disso".
Sharif acusa o governo de comprar eleitores e imprimir 1,8 milhão de cédulas eleitorais que seriam computadas em favor do partido de Musharraf.
Para ele, se as eleições forem fraudadas, a reação popular será "incontrolável".
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