Mundo
15/02/2008 - 22h57

Hillary Clinton intensifica ataques contra Barack Obama

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da Folha Online

A senadora por Nova York Hillary Clinton intensificou os ataques contra seu rival Barack Obama antes das novas disputas pela nomeação democrata à Presidência, se colocando como uma "defensora" da classe média dos EUA e dizendo que os eleitores encaram uma escolha entre "discursos e soluções".

Hillary, sob pressão para conter o avanço de Obama após oito derrotas consecutivas, enfatizou a economia em seu discurso, em um apelo aos eleitores de classe média e baixa antes da próxima rodada de prévias democratas em Wisconsin e no Havaí na terça-feira (19) e no Texas e em Ohio dia 4 de março.

"É hora de ter uma presidente que foi uma guerreira, pragmática e uma defensora da classe média da América", disse Hillary, ao visitar um restaurante popular de Cincinnati, Skyline Chili, para uma mesa redonda sobre economia.

"Sou uma candidata da, para e pela a classe média da América", acrescentou Hillary, que cresceu em um confortável subúrbio de classe média de Chicago, indo depois cursar direito na universidade Yale. Freqüentemente, ela fala sobre como dependeu de empréstimos do governo para ajudar a financiar sua educação.

A senadora por Nova York enfatizou uma proposta de moratória de 90 dias para a quitação de hipotecas. "Vamos mudar o sistema tributário. É errado que um administrador de investimentos em Wall Street que ganha US$ 50 milhões por ano pague menos impostos que um professor, enfermeira ou caminhoneiro, que ganha US$ 50 mil", disse Hillary.

A ex-primeira-dama, que pode se tornar a primeira mulher presidente dos EUA, tentou usar as habilidades de oratória de Obama contra o próprio, o acusando de oferecer retórica em vez de conteúdo.

"Essas prévias oferecem uma chance enorme para os eleitores de Ohio", afirmou. "Podem escolher entre discursos ou soluções."

As críticas de Hillary surgem no momento em que uma pesquisa mostra Hillary em desvantagem no Texas. A sondagem do American Research Group, com margem de erro de 4%, mostra Hillary com 42% de apoio contra 48% de Obama.

Tanto Texas quanto Ohio são consideradas prévias fundamentais para Hillary, que começa a ficar para trás de Obama no número de delegados obtidos até agora em cada Estado, que irão decidir a nomeação democrata na convenção nacional.

Hillary passou os últimos dias em campanha nos dois Estados, deixando Wisconsin de lado, apesar de o Estado realizar sua prévia na próxima terça-feira. Hillary começará a campanha em Wisconsin neste sábado.

Obama, em campanha em Milwaukee, Wisconsin, onde uma nova pesquisa o coloca 5% a frente de Hillary, rechaçou seus ataques e a acusou de ser parte do problema em Washington.

"Percebo que a senadora Hillary periodicamente, quando se sente para baixo, lança ataques na tentativa de aumentar seu apelo. Mas creio que esse tipo de jogo não é o que os americanos procuram", afirmou o senador por Illinois.

Com Reuters

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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