Mundo
16/02/2008 - 11h50

Obama se prepara para primárias na terça após obter apoio de sindicato

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da Folha Online

O pré-candidato democrata à Presidência dos EUA e senador pelo Estado de Illinois (centro-norte do país), Barack Obama, se prepara para a próxima etapa na escolha do candidato que irá disputar a eleição em novembro, as primárias em Wisconsin e no Havaí na terça-feira (19), agora com apoio de um dos principais sindicatos dos EUA.

Ontem o Sindicato Internacional dos Trabalhadores de Serviços (Seiu, na sigla em inglês), que conta com cerca de 1,9 milhão de associados, declarou que apóia Obama, um dia depois de o candidato já ter recebido apoio do UFCW (Sindicato dos Trabalhadores do Setor de Alimentos e Comércio, na sigla em inglês), que conta com cerca de 1,3 milhão de associados.

Os dois sindicatos são considerados forças políticas representativas no país; o Seiu, por exemplo, reúne trabalhadores dos setores de serviços de saúde, imobiliário e de serviços públicos.

A senadora pelo Estado de Nova York e rival de Obama na disputa pela nomeação do Partido Democrata, Hillary Clinton, se declarou a candidata dos americanos de classe média, em mais uma estratégia para tentar recuperar terreno depois que uma sondagem do American Research Group mostrou que ela tem 42% de apoio no Estado do Texas, contra 48% de Obama.

Para Hillary, as prévias no Texas e em Ohio, programadas para dia 4 de março, são consideradas fundamentais; a pré-candidata começa a ficar para trás de Obama no número de delegados obtidos até agora em cada Estado, que irão decidir a nomeação democrata na convenção nacional.

O diário americano "The Washington Post" informou hoje que o deputado e superdelegado democrata John Lewis, que apoiava Hillary, afirmou que planeja votar em Obama. Superdelegados são líderes do partido não-eleitos nas prévias, que podem escolher quem quiserem na convenção nacional do partido.

Segundo a agência de notícias France Presse, uma nova pesquisa mostrou que Obama tem vantagem sobre Hillary na disputa em Wisconsin --Estado em que os dois pré-candidatos irão disputar 74 delegados. No Havaí, há 20 delegados.

Classe média

Hillary intensificou os ataques contra Obama, se colocando como uma "defensora" da classe média dos EUA e dizendo que os eleitores encaram uma escolha entre "discursos e soluções". Sob pressão para conter o avanço de Obama após oito derrotas consecutivas, ela enfatizou a economia em seu discurso, em um apelo aos eleitores de classe média e baixa.

"É hora de ter uma presidente que foi uma guerreira, pragmática e uma defensora da classe média da América", disse Hillary, ao visitar um restaurante popular de Cincinnati, Skyline Chili, para uma mesa redonda sobre economia.

"Sou uma candidata da, para e pela classe média da América", acrescentou Hillary, que cresceu em um confortável subúrbio de classe média de Chicago, indo depois cursar direito na universidade Yale. Freqüentemente, ela fala sobre como dependeu de empréstimos do governo para ajudar a financiar sua educação.

A senadora por Nova York enfatizou uma proposta de moratória de 90 dias para a quitação de hipotecas. "Vamos mudar o sistema tributário. É errado que um administrador de investimentos em Wall Street que ganha US$ 50 milhões por ano pague menos impostos que um professor, enfermeira ou caminhoneiro, que ganha US$ 50 mil", disse Hillary.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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