Mundo
19/02/2008 - 13h36

Veja o que pensam pré-candidatos dos EUA sobre renúncia de Fidel

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da Folha Online

Após quase meio século à frente do poder em Cuba e aos 81 anos de idade, o ditador Fidel Castro renunciou nesta terça-feira, dizendo que não aceitará cumprir um novo mandato na Presidência após a reunião do Parlamento cubano, prevista para domingo (24).

Veja o que pensam Hillary Clinton, Barack Obama e John McCain, pré-candidatos à presidência dos Estados Unidos, sobre a questão:

Hillary Clinton

A ex-primeira-dama e senadora por Nova York, Hillary Clinton, ainda não se manifestou oficialmente sobre a renúncia de Fidel.

Mas durante um debate em dezembro de 2007, ela disse que transformações significativas precisam acontecer em Cuba antes dos EUA normalizarem suas relações com o país. "Deve ser uma pré-condição", disse durante o debate.

Para ela, os cubanos tem um "tremendo desejo" por reformas democráticas.

Barack Obama

O pré-candidato democrata à presidência dos EUA, o senador por Illinois Barack Obama considerou 'insuficiente' a renúncia de Fidel Castro à presidência cubana.

"Hoje deveria ser o fim de uma época obscura da história cubana", afirmou Obama em um comunicado em que pede aos EUA que se preparem para adotar medidas que flexibilizem o embargo caso inicie-se uma transição democrática em Cuba.

"A saída de Fidel Castro é um passo essencial, embora insuficiente para devolver a liberdade a Cuba", acrescentou o senador, que disputa com Hillary a indicação à candidatura democrata à presidência dos Estados Unidos.

"Se os dirigentes cubanos iniciarem em Cuba uma mudança significativa, os Estados Unidos devem se preparar para começar a dar passos a fim de normalizar as relações e flexibilizar o embargo dos últimos 50 anos", explicou.

John McCain

Para o senador pelo Arizona John McCain, favorito para ser o candidato republicano, os EUA devem 'ajudar a acelerar as mudanças democráticas em Cuba'.

"Os Estados Unidos podem e devem ajudar a acelerar o despertar da liberdade em Cuba", afirmou o republicano McCain, favorável ao embargo contra a ilha e que tem o apoio dos principais representantes políticos do exílio cubano na Flórida, como o senador Mel Martínez, ligado ao presidente George W. Bush.

"Os cubanos já esperaram muito", acrescentou o pré-candidato, que lidera com ampla vantagem as primárias republicanas que designarão o candidato à sucessão de Bush nas eleições presidenciais de 4 de novembro.

Para McCain, que venceu as primárias na Flórida em janeiro, a renúncia de Fidel Castro não significa que "a liberdade para os cubanos esteja ao alcance da mão, já que os irmãos Castro tentam claramente aferrar-se ao poder".

Com Efe e Reuters

Comentários dos leitores
Alessandro Conegundes (1) 20/02/2008 11h38
Alessandro Conegundes (1) 20/02/2008 11h38
BELO HORIZONTE / MG
Entre o oito e o oitenta, quando se trata de Fidel Castro, com certeza poder-se-ão encontrar fãs e opositores ardorosos! Enquanto uma dessas facções de críticos do líder político se apega às milhares de mortes dos opositores ao comandante Fidel, de outro lado, estão aqueles que o enxergam como o magistral homem do poder, único capaz até os tempos atuais a sustentar sua posição categoricamente antagônica aos Estados Unidos por anos seguidos.
Para os habitantes desta terra Tupiniquim, o fato deveras importante é: nosso Presidente Lula já representa peça chave nesse tabuleiro de xadrez político. Para o tio Sam é a chave para a ligação entre os donos do mundo e os cubanos, mas Lula também assumirá o papel de conector da ilha com os demais países sul americanos. Portanto, um papel de destaque na esfera da política internacional. O Brasil sai dos bastidores, enfim, para colocar a nossa nação emergente nos rumos do protagonismo do jogo diplomático!
sem opinião
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porfirio sperandio (122) 20/02/2008 10h31
porfirio sperandio (122) 20/02/2008 10h31
BRAGANCA PAULISTA / SP
A sorte Cubana e' sinceramente uma tragedia pra mim pessoalmente.
Eu admiro o Sr Fidel por toda sua garra, sua compaixao pelas causas latinas, e principalmente pelo seu apoio ao Brasil como nacao.
Tenho conhecidos que ficam enfurecidos por chama-los apenas "conhecidos", e que por muitos anos, viram no Senhor Fidel Castro conforto e seguranca em uma epoca de disturbio no meu Brasil...
Mas tenho "amigos" que adoram me ouvir chamando-os de amigos, os "amigos de Cuba".
Balseros por destino, me enebriavam com noites de estorias e entretenimento nas ruas de South Beach e noroeste de Hialeah, onde me contavam em um espanhol quase aportuguesado num esforco pra me fazer entender, as alegrias e tragedias familiares de gente atravessando o estreito que liga Key West - o ponto mais sul dos EUA com as praias de Havana, dentro de uma camara de roda de trator...
De um lado os meus ideais me convencem do bem que um estadista como Fidel fez aos culhoes latino-americanos. Mas do outro, meu coracao me alarma as angustias que um dia me relatavam meus amigos de Cuba.
So' espero que Cuba retorne a Cuba, e que as magoas entre as duas faccoes, sejam de alguma maneira superadas e possam voltar um dia ao que sempre foi ...
Toda Suerte Cuba ! - El Brasileño de San Pablo
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