Mundo
19/02/2008 - 22h10

Chávez e Morales comentam renúncia do aliado Fidel Castro

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da Folha Online

A revolução cubana não depende de apenas uma pessoa, disse nesta terça-feira o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ao comentar a decisão de seu amigo Fidel Castro de abandonar a Presidência de Cuba.

"A revolução cubana não depende de uma pessoa, de uma conjuntura, e nem de uma circunstância", afirmou Chávez, ao inaugurar um hospital em Caracas.

Fidel "não se recuperou totalmente" do problema de saúde e fez "um gesto que o enaltece, de desprendimento pessoal", disse o líder venezuelano.

O "comandante" dá, assim, "uma lição aos que acusam homens como Fidel de se agarrar ao poder desesperadamente", declarou Chávez.

"Fidel não renuncia ou abandona nada, e sim passa a ocupar o posto que deve ocupar na revolução cubana e na revolução da América Latina", disse Chávez, ao criticar a imprensa por falar em renúncia.

Morales

O presidente da Bolívia, Evo Morales, qualificou nesta terça de "dolorosa" a renúncia de Fidel, seu mentor e aliado político.

"Para mim, é doloroso que o presidente, o comandante Fidel, peça à Assembléia Nacional para deixar a presidência. Sinto muito, aprendi muito com ele, trabalhando pela unidade e pela solidariedade".

Castro é um "líder histórico que fará muita falta aos movimentos sociais que lutam por transformações profundas", disse Morales, ao destacar a linha política "revolucionária e antiimperialista" de Cuba.

Morales declarou que a decisão do histórico líder cubano é "democrática", porque ocorre pouco antes da renovação da Assembléia Nacional de Cuba.

La Paz e Havana mantêm estreitos laços políticos e comerciais, e Fidel enviou à Bolívia centenas de médicos e professores para desenvolver campanhas de saúde e alfabetização.

Fidel Castro anunciou nesta terça, em artigo na imprensa oficial, que abandonará a Presidência de Cuba, após 49 anos no poder.

O comandante sofreu há um ano e meio um grave problema no intestino e, desde então, enfrenta uma longa recuperação, após entregar o poder ao irmão Raúl Castro.

Com France Presse

 

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