Mundo
20/02/2008 - 16h59

Fujimori nega ter oferecido anistia a membros do Colina

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da Efe, em Lima

O ex-presidente peruano Alberto Fujimori (1990-2000) negou nesta quarta-feira durante o julgamento instaurado contra si por violação aos direitos humanos ter oferecido anistia aos membros do grupamento Colina, responsável pelos massacres de Barrios Altos e La Cantuta.

A afirmação foi feita perante o tribunal depois que o jornalista Gilberto Hume depôs que o chefe operacional do Colina, Santiago Martín Rivas, lhe revelou que o próprio Fujimori pediu para ser submetido a julgamento pelo caso La Cantuta.

O motivo seria a pressão política e internacional à qual o ex-chefe de Estado peruano foi submetido após o massacre ser tornado público.

Hume disse que Martín Rivas lhe explicou, quando se encontrava foragido da Justiça, que aceitou ser julgado então por um tribunal militar por confiar na anistia que Fujimori lhe tinha prometido.

"Não conheci Santiago Martín Rivas em nenhum momento nem me reuni com o major nem com algum membro do chamado destacamento Colina", afirmou o ex-chefe de Estado.

Fujimori também ressaltou que as únicas reuniões que manteve com membros das Forças Armadas e da Polícia foram no marco "do Conselho de Defesa Nacional" e exclusivamente "como presidente da República".

Hoje, o advogado de Martín Rivas, Estuardo Malpica, informou que na próxima segunda-feira anunciará se seu cliente deporá ou não no julgamento contra Fujimori.

Segundo a agência oficial Andina, Malpica fez o anúncio depois que a Sala Penal Especial da Corte Suprema que julga Fujimori listou Martín Rivas como testemunha para a próxima semana.

"Na segunda-feira (25) me reunirei com meu cliente Santiago Martín Rivas para saber de sua decisão de testemunhar no julgamento. Ele tomará uma decisão", afirmou o advogado.

A presença de Martín Rivas no julgamento é importante para a Promotoria Suprema e a parte civil, já que existem versões do chefe do grupo Colina nas quais admite responsabilidade nos crimes de Barrios Altos e La Cantuta, pelos quais o ex-presidente é julgado.

 

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