Mundo
22/02/2008 - 02h18

Secretário do Vaticano reivindica maior espaço para a igreja em Cuba

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da Efe, em Havana

O secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Tarcisio Bertone, pediu hoje um maior espaço para a Igreja Católica em Cuba, para que possa "realizar sua ação e contribuir para o bem comum do povo cubano".

"A Igreja deseja ampliar o raio de sua ação a outros âmbitos para contribuir com perseverança para o bem comum do povo cubano", indicou Bertone, durante uma missa rezada hoje em frente à catedral de Havana.

O presidente do Parlamento cubano, Ricardo Alarcón e o chanceler Felipe Pérez Roque estiveram presentes.

No primeiro dia de sua visita oficial, que durará até a próxima terça-feira, o cardeal afirmou que "o campo no qual a Igreja está presente é muito vasto", e disse que "seu evangelho é a fonte da qual brotam aqueles valores cristãos que também são profundamente humanos".

Na missa, que foi transmitida ao vivo pelos dois canais da televisão estatal cubana, o cardeal Bertone lembrou a contribuição da Igreja e das congregações religiosas que, "sobretudo durante o século XX, realizaram um extraordinário trabalho educativo em Cuba".

"A caridade cristã e eclesial tem também em Cuba algumas manifestações na educação de crianças e jovens com dificuldades letivas. A Igreja guarda a esperança de que possa alargar sem reservas este importante campo de sua missão", indicou.

Durante a celebração, Bertone reservou palavras de reconhecimento para o "incalculável bem" feito pelos religiosos dedicados a cuidar dos idosos e doentes em Cuba.

O secretário de Estado ressaltou "a proximidade espiritual" do papa Bento 16 com o povo cubano, assim como "sua mensagem de perseverança, para que sigam no caminho que estão percorrendo".

"O papa conhece as preocupações de todos vocês", disse, manifestando sua esperança de que "em um futuro próximo, Bento 16 possa visitar Cuba, atendendo ao convite feito pelo governo cubano em 2005".

Bertone chegou nesta quarta-feira (20) a Havana e deve realizar uma visita a diferentes pontos da ilha.

Fontes da Igreja cubana esperam que o secretário de Estado do Vaticano possa se reunir com o presidente provisório de Cuba, Raúl Castro.

Caso o irmão de Fidel Castro seja indicado no domingo para ocupar a Presidência do país, este poderia ser seu primeiro encontro oficial como presidente com um alto funcionário estrangeiro.

Comentários dos leitores
irineu ermel (4) 30/05/2008 16h03
irineu ermel (4) 30/05/2008 16h03
Eu nao quero ser parceiro de nenhum país comunista, e acho que o governo deveria ter mais responsabilidade com os recursos do País, e nao ficar fazendo caridade com o dinheiro que nao lhes pertence. 3 opiniões
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Antonio Carlos Bressan (154) 25/02/2008 17h04
Antonio Carlos Bressan (154) 25/02/2008 17h04
Depois de 50 anos, o mundo todo viu mais uma "encenação" eleitoral ridícula em Cuba, com o povo sofrido continuando a viver de forma passiva, como "gado", na grande fazenda particular da "famiglia" Castro!
Nem à beira da morte, nestes 19 meses, Fidel demonstrou um pouco de humildade e menos "arrogância" - comum aos ditadores que se acham "deus" do povo - aproveitando para convocar eleições diretas e democráticas para o país!
Se o fizesse, pelo menos ficaria na história como um revolucionário que se tornou ditador, mas que antes de sua morte, se arrependeu daqueles anos de ausência de liberdades e de democracia, impingida por ele ao seu próprio povo trabalhador e honesto!
Para um ditador, era querer demais também, não?
75 opiniões
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Igor Mendonça (2) 25/02/2008 12h45
Igor Mendonça (2) 25/02/2008 12h45
BELO HORIZONTE / MG
Acho importante salientar que diferente do regime socialista, o capitalismo não tem tratados ou teorias defensoras para guiá-lo. Independete do modo de produção, acho que conquista de direitos vem com o tempo, através de reformas e/ou revoluções. Acho que dizer que graças ao Patrioct Act o "mundo capitalista" é menos livre cai num grande equívoco (vide a Internet). As reformas das previdências sociais vem de uma grande verdade na natureza: os recursos são escassos, e saber administrá-los está além da capacidade de uns poucos técnicos de alguns governos. Os governos estão sem dinheiro para bancar o envehecimento mundial, e não há corrupção ou má administração que supere esta cifra. Resta ao governo regular para evitar abusos, e se preocupar com questões mais importantes: educação e democracia, por exemplo, conceitos extremamente imaturos ainda nas sociedades atuais. Mas isso foge muito ao assunto "Raul Castro no poder". Desculpem-me. 7 opiniões
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