Declaração contra bombas de fragmentação é aprovada por 88 países
da Folha Online
Oitenta e oito países que participaram nesta semana da Conferência Sobre Bombas de Fragmentação, na Nova Zelândia, assinaram hoje a Declaração de Wellington a favor da proibição deste tipo de arma.
A Declaração indica que os signatários apóiam a proibição destas armas, consideradas um perigo inaceitável para a população civil.
O ministro da Defesa neozelandês, Philip Bruce Goff, disse que foram realizados avanços no tema em Wellington, e que os pontos nos quais não houve acordo serão resolvidos na próxima reunião do grupo, que ocorrerá em Dublin, em maio.
A assinatura do documento é um novo passo dentro do chamado "Processo de Oslo", e tem como objetivo abrir caminho para a assinatura de um tratado final na capital irlandesa.
O processo se iniciou há um ano, na Noruega, com o objetivo de tornar ilegal o uso das bombas de fragmentação, consideradas "as armas convencionais mais mortíferas", pois 98% de suas vítimas são civis.
Estados Unidos, Israel, Rússia, China, Índia e Paquistão, os principais produtores das bombas de fragmentação, não participaram da conferência de Wellington.
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