Sucessor de Fidel será designado em sessão histórica do Parlamento
da Folha Online
O sucessor de Fidel Castro à frente do Estado cubano será escolhido neste domingo pelos 614 deputados da Assembléia Nacional do Poder Popular (Parlamento) eleitos no dia 20 de janeiro, em uma sessão histórica que dará início a um novo mandato presidencial de cinco anos.
Fidel, que comandou a ilha durante 49 anos, renunciou na última terça-feira (19).
| Claudia Daut/Reuters |
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| O ditador cubano Fidel Castro renunciou ao cargo após 49 anos à frente do poder; novo presidente será escolhido neste domingo |
Raúl Castro, 76, irmão mais novo de Fidel, surge como o candidato favorito, segundo a agência de notícias France Presse. Número dois do regime, ministro das Forças Armadas desde 1959, desempenhou interinamente o cargo de presidente do Conselho de Estado (Executivo) desde 31 de julho de 2006, quando Fidel se afastou por problemas de saúde.
No entanto, Jaime Suchlicki, diretor do Instituto para Estudos Cubanos e Cubano-americanos e do jornal "Cuban Affairs", afirmou à Folha Online que Carlos Lage, médico, 56, integrante da geração sucessora e um dos cinco vice-presidentes do Conselho de Estado, é o candidato favorito à Presidência.
"Raúl não gosta de eventos e reuniões com diplomatas, [a Presidência] é um trabalho mais diplomático. O presidente não tem poder real, em Cuba o poder está com os militares", afirmou Suchlicki em entrevista na quarta-feira (20).
A Assembléia Nacional convocada para este domingo às 10h (12h de Brasília), composta por deputados membros do Partido Comunista (PC, único), se reúne tradicionalmente a portas fechadas sob a direção de seu presidente Ricardo Alarcón, depois de um breve discurso de abertura na presença da imprensa.
| 26.jan.2008 - Gregorio Marrero/AP |
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| O atual vice-presidente de Cuba, Carlos Lage, que pode suceder Fidel na Presidência |
Após eleger o presidente, o vice-presidente e o secretário para os próximos cinco anos, a Assembléia designará os 31 membros do Conselho de Estado --executivo cubano-- e seu presidente, cujo cargo será o de chefe de Estado e Governo, assim como "chefe supremo" das instituições armadas.
Criado em 1976, o Conselho de Estado é composto também por um primeiro vice-presidente --atual cargo de Raúl-- e cinco vice-presidentes.
Segundo a Constituição, o primeiro vice-presidente substitui o presidente em caso de "ausência, doença ou falecimento", sem precisar a duração máxima de sua permanência no poder.
Dos membros do Conselho de Estado eleito pela legislatura anterior em 2003, 27 continuam no cargo --os demais foram destituídos ou morreram-- e deles 11 são membros do Bureau Político do Partido Comunista.
Em seus 32 anos de existência, os cubanos viram o Conselho de Estado reunido publicamente apenas uma vez, quando a pedido de Fidel Castro cada um de seus membros confirmou com a mão erguida diante das câmeras de televisão a sentença de morte para o general Arnaldo Ochoa, herói da República de Cuba acusado de tráfico de drogas e fuzilado em julho de 1989.
Com France Presse
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Nem à beira da morte, nestes 19 meses, Fidel demonstrou um pouco de humildade e menos "arrogância" - comum aos ditadores que se acham "deus" do povo - aproveitando para convocar eleições diretas e democráticas para o país!
Se o fizesse, pelo menos ficaria na história como um revolucionário que se tornou ditador, mas que antes de sua morte, se arrependeu daqueles anos de ausência de liberdades e de democracia, impingida por ele ao seu próprio povo trabalhador e honesto!
Para um ditador, era querer demais também, não?
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