Farc confirmam quatro ex-parlamentares em próximo grupo a ser libertado
da Efe, em Bogotá
Ivan Márquez, um dos comandantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), confirmou em entrevista divulgada hoje que, em breve, a guerrilha libertará o ex-senador Jorge Eduardo Gechem junto com outros três ex-parlamentares.
"Em breve, entregaremos ao presidente (da Venezuela, Hugo) Chávez - já o informamos - e a Piedad Córdoba (senadora colombiana da oposição), não três, mas quatro congressistas, porque, além de Gloria Polanco, Orlando Cuéllar e Eladio Pérez, resolvemos libertar o senhor Gechen Turbay", disse Márquez.
O guerrilheiro, cujo nome verdadeiro é Luciano Marín Arango e que integra o chamado "secretariado" das Farc - a cúpula do grupo -, fez a revelação à "Agência Bolivariana de Imprensa" ("ABP"), que hoje divulgou a notícia pela internet.
Na entrevista, Márquez destaca que a nova libertação será efetuada "sem pressa", mas também "sem demora" e "sem pressões", porque, segundo explicou, em "primeiro lugar está a segurança dos libertados e do grupo guerrilheiro que deverá entregá-los".
No último dia 31, as Farc tinham anunciado a libertarão de Gloria Polanco, Orlando Beltrán e Luis Eladio Pérez, que não estariam bem de saúde.
Porém, até hoje, a guerrilha não havia se pronunciado sobre a soltura de Gechem, embora o ministro de Assuntos Exteriores da França, Bernard Kouchner, que esteve quarta-feira na Venezuela e quinta na Colômbia, tenha dito que um quarto ex-congressista seria libertado.
O ex-senador Gechem, que aparentemente teve várias crises cardíacas em cativeiro e sofre de um problema na coluna, foi seqüestrado em 20 de fevereiro de 2002 por uma facção de elite das Farc.
Hoje, o jornal colombiano "El Tiempo" noticiou que as Farc pediram remédios e soro a camponeses de uma região isolada do departamento (estado) de Guaviare para tratar de Gechem.
"A guerrilha nos parou na quarta-feira e pediu para que conseguíssemos soro, seringas, compressas e um remédio. Ficamos de entregar a eles o material perto cerca de La Paz", contou um habitante do povoado à publicação.
Ainda segundo o "El Tiempo", "as autoridades ouviram comunicações das Farc que indicam que o ex-senador já não tem soro e precisa de um remédio para o coração".
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