26/02/2002
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16h25
O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, anunciou hoje que o Pentágono fechou o Escritório de Informações Estratégicas, encarregado de ações de propaganda sobre a "guerra contra o terrorismo", que incluía em suas funções a possibilidade de divulgação de notícias falsas no exterior
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos tomou a decisão diante da indignação da imprensa com a possibilidade de receber notícias falsas para atender aos interesses norte-americanos.
Rumsfeld disse que depois da grande "quantidade de artigos sobre o escritório, de comentários em parte errôneos" era evidente "que não poderia funcionar eficazmente".
Rumsfeld, questionado se a credibilidade do Pentágono foi prejudicada, disse: "Duvido. Espero que não. Se foi, vamos reconstruí-la."
O Escritório de Influência Estratégica foi criado semanas depois de iniciada a campanha militar americana no Afeganistão, para contra-atacar "as mentiras" que, segundo Washington, eram divulgadas pelo regime Taleban e pela rede terrorista Al Qaeda.
A porta-voz Victoria Clarke disse que o secretário Donald Rumsfeld "pediu um olhar muito atento (sobre a criação do departamento), e uma das questões levantadas é se ele deve mesmo existir".
Na semana passada, a imprensa norte-americana noticiou a criação do departamento e disse que ele poderia ser usado para espalhar informações falsas à imprensa estrangeira e a líderes políticos.
A informação gerou críticas na imprensa estrangeira, no Congresso e até dentro do governo. Rumsfeld disse que o departamento, criado em novembro, não tem intenção de mentir para ninguém, e que a contra-informação gerada para confundir os inimigos do país não deve ser confundida com a informação pública normal.
Mas funcionários do Pentágono disseram na semana passada que o novo órgão considerava a hipóteses de espalhar notícias verdadeiras e falsas por e-mail, fazendo-se passar por fontes de fora do aparato militar norte-americano.
A porta-voz Victoria Clarke, que tem o cargo de secretária-assistente, se disse "muito preocupada com nossa credibilidade".
A Casa Branca disse que até a semana passada o presidente George W. Bush nem sabia da existência do novo escritório. "O presidente acha que porta-vozes e funcionários do governo devem se dedicar à disseminação da verdade, de fatos", afirmou seu porta-voz, Ari Fleischer.
Com agências internacionais
Leia mais sobre terrorismo nos EUA
EUA anunciam fechamento do "departamento de boatos"
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da Folha OnlineO secretário da Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, anunciou hoje que o Pentágono fechou o Escritório de Informações Estratégicas, encarregado de ações de propaganda sobre a "guerra contra o terrorismo", que incluía em suas funções a possibilidade de divulgação de notícias falsas no exterior
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos tomou a decisão diante da indignação da imprensa com a possibilidade de receber notícias falsas para atender aos interesses norte-americanos.
Rumsfeld disse que depois da grande "quantidade de artigos sobre o escritório, de comentários em parte errôneos" era evidente "que não poderia funcionar eficazmente".
Rumsfeld, questionado se a credibilidade do Pentágono foi prejudicada, disse: "Duvido. Espero que não. Se foi, vamos reconstruí-la."
O Escritório de Influência Estratégica foi criado semanas depois de iniciada a campanha militar americana no Afeganistão, para contra-atacar "as mentiras" que, segundo Washington, eram divulgadas pelo regime Taleban e pela rede terrorista Al Qaeda.
A porta-voz Victoria Clarke disse que o secretário Donald Rumsfeld "pediu um olhar muito atento (sobre a criação do departamento), e uma das questões levantadas é se ele deve mesmo existir".
Na semana passada, a imprensa norte-americana noticiou a criação do departamento e disse que ele poderia ser usado para espalhar informações falsas à imprensa estrangeira e a líderes políticos.
A informação gerou críticas na imprensa estrangeira, no Congresso e até dentro do governo. Rumsfeld disse que o departamento, criado em novembro, não tem intenção de mentir para ninguém, e que a contra-informação gerada para confundir os inimigos do país não deve ser confundida com a informação pública normal.
Mas funcionários do Pentágono disseram na semana passada que o novo órgão considerava a hipóteses de espalhar notícias verdadeiras e falsas por e-mail, fazendo-se passar por fontes de fora do aparato militar norte-americano.
A porta-voz Victoria Clarke, que tem o cargo de secretária-assistente, se disse "muito preocupada com nossa credibilidade".
A Casa Branca disse que até a semana passada o presidente George W. Bush nem sabia da existência do novo escritório. "O presidente acha que porta-vozes e funcionários do governo devem se dedicar à disseminação da verdade, de fatos", afirmou seu porta-voz, Ari Fleischer.
Com agências internacionais
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