Mundo
26/02/2008 - 08h32

Colômbia e Venezuela devem atuar em libertação de reféns das Farc

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da Folha Online

O presidente colombiano Álvaro Uribe disse nesta segunda-feira que seu governo "colaborará, como sempre fez" para facilitar a liberação de quatro reféns das Farc ((Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

O pronunciamento foi feito no mesmo dia do anúncio do governo da Venezuela de que "já tem precisamente o local onde se encontram os (quatro) reféns" colombianos que as Farc prometeram libertar e que pode resgatá-los na quarta-feira (27).

Os reféns são os ex-congressistas Gloria Polanco, Luis Eladio Pirez, Orlando Beltrán e Jorge Eduardo Gechem, mantidos em poder das Farc há seis anos.

O ministro do interior da Venezuela, Ramón Rodríguez Chacín, acredita que o governo colombiano autorizará rapidamente a operação humanitária.

"Temos fé de que se autorizarem de maneira imediata, poderemos fazer a operação na quarta-feira", declarou Chacín durante entrevista coletiva na Venezuela.

"O governo colombiano colaborará, como sempre faz", respondeu Uribe a jornalistas que lhe repetiram o pedido feito pelo governo venezuelano para que autorizasse a operação humanitária.

Precisão

Chacín foi designado por Chávez para coordenar a operação, assim como na missão anterior que, em 10 de janeiro passado, resgatou as reféns Consuelo González e Clara Rojas.

Ele disse que recebeu "uma mensagem muito curta informando o ponto geográfico onde estão (os reféns) e alguns detalhes de ligação" e reafirmou que tem relatórios de inteligência sobre "fortes operações militares na possível área de entrega dos reféns".

"Em nome do nosso comandante-em-chefe (Hugo Chávez) quero anunciar que já temos com precisão o lugar onde se encontram os quatro reféns em poder das Farc que serão entregues", afirmou o ministro.

Chacín disse que a Cruz Vermelha será a "fiadora" da operação e que Caracas conta com certa "flexibilidade e a logística suficiente para organizar o resgate de qualquer ponto da fronteira com a Colômbia".

Exército colombiano

"Tenho conhecimento de que há mais de 18 mil militares operando intensamente na zona", declarou Chacín.

Mas o comandante do Exército da Colômbia, general Mario Montoya, disse nesta segunda-feira que as tropas não interferirão na entrega dos quatro reféns das Farc e que seu desejo é que estas pessoas retornem sãs e salvas à liberdade.

"Não estão sendo antecipadas operações nem estão sendo intensificadas operações", disse Montoya, que declarou que "por nenhum motivo o Exército vai interferir na entrega dos quatro ex-parlamentares".

O general insistiu em que não há operações na zona na qual estariam os reféns "por instruções do presidente (colombiano) Álvaro Uribe, do ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, e do comandante das Forças Militares", general Freddy Padilla de León.

"O que queremos é que os entreguem o mais rápido possível, pois sabemos perfeitamente do grave estado de saúde do ex-parlamentar (Jorge) Géchem Turbay", disse o general Montoya.

O alto oficial disse que o dispositivo do Exército é distante do ponto onde sabe-se que as Farc estão movimentando os seqüestrados.

Montoya afirmou que a única intenção do governo "é facilitar o mais rápido possível a entrega dos seqüestrados, a fim de que não se coloque em risco a vida deles".

Com France Presse e Efe

Comentários dos leitores
Ricardo Perrone (41) 12/11/2009 11h26
Ricardo Perrone (41) 12/11/2009 11h26
O Governo colombiano não deveria exercer esse tipo de artifício para capturar assassinos, bandidos ou guerrilheiros. Pagar recompensa é um estímulo a práticas detestáveis do caráter humano, como: ganância, traição e mentira. O governo deveria pegar o valor de tal recompensa e empregar nas atividades investigativas da polícia ou mesmo em sua modernização. O Estado deve ter por meta estimular o bom comportamento na sociedade, banindo práticas detestáveis mesmo que sejam por uma boa causa. sem opinião
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O Pacificador (114) 12/11/2009 11h03
O Pacificador (114) 12/11/2009 11h03
"Governo colombiano oferece US$ 1 milhão pelos assassinos de soldados do país..."
Nem precisava tanta grana.
Quem pode entregar os "cabeças" das Farc, é só gente interna mesmo.
Por dinheiro, que a verdadeira ideologia deles, esses "guerilheiros", fazem qualquer coisa.
Como já mostraram antes que são capazes, cortando até as maos de um líder da guerilha, para comprovar sua eliminação.
Uma fração do oferecido, teria sido mais do que sufiente...
sem opinião
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AGUINALDO VENANCIO (2096) 12/11/2009 08h06
AGUINALDO VENANCIO (2096) 12/11/2009 08h06
BOA URIBE! sem opinião
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