TV árabe divulga vídeo de britânico seqüestrado em 2007 no Iraque
da France Presse, em Dubai
O canal de televisão árabe Al Arabiya divulgou nesta terça-feira um vídeo mostrando um dos cinco reféns britânicos seqüestrados no Iraque em maio de 2007, com seus seqüestradores exigindo em troca dos britânicos a libertação de nove iraquianos.
Nesta gravação, um homem falando em inglês se identifica como Peter Moore e diz ter sido capturado há quase oito meses.
"Libertem os iraquianos da prisão para que possamos voltar para casa", pediu, dirigindo-se ao primeiro-ministro britânico Gordon Brown, segundo a tradução de suas palavras ao árabe. "É tão simples como isso", afirmou.
O vídeo mostra uma barra com a identificação do grupo "Resistência Islâmica Xiita no Iraque" exigindo a libertação de nove iraquianos que de acordo com eles estão detidos há um ano pelas forças britânicas.
Os cinco britânicos foram seqüestrados em 29 de maio em Bagdá por homens usando uniformes da polícia iraquiana, que invadiram um prédio do Ministério das Finanças.
Os reféns são quatro funcionários da empresa de segurança canadense Garda World e seu cliente, um empregado da empresa americana de gestão BearingPoint, que trabalha em subcontratações para o governo americano com o objetivo de reaquecer a economia iraquiana. Até agora, a identidade do empresário não foi revelada.
"Condenamos a publicação deste tipo de vídeo, que são muito dolorosos para as famílias das pessoas envolvidas", reagiu um porta-voz da Chancelaria britânica.
"Estamos em contato direto com as autoridades iraquianas e fazemos tudo que está em nosso poder para tentar obter a liberação rápida" acrescentou, pedindo a "todos suscetíveis de influenciar os seqüestradores" de tentar contribuir para a libertação dos reféns.
No dia 4 de dezembro de 2007, a Al Arabiya divulgou um outro vídeo em que um dos reféns se identifica como "Jason". Os seqüestradores haviam ameaçado matar em dez dias um dos cinco cativos se o Reino Unido não retirasse as suas tropas do Iraque.
Nesse vídeo, o refém, que parecia estar em boas condições, aparece sentado e cercado por dois homens armados e mascarados, na frente de uma bandeira com a sigla do mesmo grupo.
Em junho, o general David Petraeus, o comandante-em-chefe das forças americanas no Iraque, declarou que os reféns foram seqüestrados por um grupo financiado, treinado e armado pelo Irã. Ele acrescentou que houve várias tentativas para libertá-los, precisando que os seqüestradores faziam parte de uma célula secreta do Exército Mehdi, a milícia do clérigo radical xiita Moqtada al Sadr.
O Exército Mehdi afirma, por sua vez, que não tem relação com esses crimes.
Outro britânico, um jornalista da cadeia de televisão americana CBS, foi seqüestrado no dia 10 de fevereiro por homens armados em seu hotel em Basra, a 550 km ao sul de Bagdá. A milícia de Moqtada al Sadr tem feito o intermédio para sua libertação.
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