Mundo
26/02/2008 - 20h36

Hillary e Obama se aproximam da reta final na pré-campanha democrata

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TERESA BOUZA
da Efe, em Washington

Os pré-candidatos presidenciais democratas Hillary Clinton e Barack Obama voltam a se enfrentar nesta terça-feira em um debate na televisão americana que vem despertando muita expectativa diante da proximidade das cruciais primárias do dia 4, nas quais a ex-primeira-dama vai colocar seu futuro em jogo.

O debate será realizado na Cleveland State University às 21h locais (23h em Brasília) e será transmitido pela TV MSNBC.

As pesquisas apontam que Hillary terá que trabalhar duro e não pode deixar nenhum detalhe de lado para tentar frear a crescente preferência por Obama entre os eleitores perto das próximas primárias, que serão realizadas nos Estados de Ohio, Texas, Vermont e Rhode Island.

Pesquisas publicadas nesta terça pelos jornais "New York Times" e "USA Today" mostram que Obama tem mais chances de vencer o senador pelo Arizona John McCain, virtual candidato presidencial do Partido Republicano, em uma possível disputa pela Presidência americana.

Além disso, o senador por Illinois tem pela primeira vez uma vantagem significativa sobre Hillary em nível nacional.

A pesquisa do "New York Times" afirma que 54% dos eleitores democratas querem que Obama seja o candidato do partido, contra 38% que apóiam a senadora por Nova York. Já de acordo com o "USA Today", o percentual é de 51% contra 39%, respectivamente.

As últimas sondagens também revelam que a vantagem de 21% que Hillary tinha em Ohio caiu para entre 5% e 9% a exatamente uma semana das primárias no estado.

O tropeço da ex-primeira-dama em Ohio corresponde, em grande medida, à capacidade de Obama de cortejar o voto da classe operária, que apoiou Hillary inicialmente.

Ohio

Considerado um Estado mineiro e manufatureiro, Ohio perdeu mais de 200 mil postos de trabalho nos últimos oito anos e tem uma das taxas de desemprego mais altas dos Estados Unidos. Por isso, os dois pré-candidatos presidenciais democratas querem aproveitar o descontentamento da classe operária local.

A popularidade do ex-presidente americano Bill Clinton em Ohio, Estado que o apoiou nas eleições presidenciais de 1992 e 1996, conta a favor de Hillary, assim como as promessas de criar novos postos de trabalho e oferecer um seguro universal de saúde.

No entanto, Obama ganhou terreno na frente operária graças à sua aura de vitorioso, além do apoio do sindicato Irmandade Internacional dos Caminhoneiros e de outras duas importantes centrais sindicais que, juntas, têm mais de quatro milhões de membros.

O senador por Illinois também não hesitou em lembrar que sua concorrente apoiou políticas comerciais que, para muitos desempregados em Ohio, foram as culpadas pela perda de seus postos de trabalho.

Mesmo com seu nome cada vez mais enfraquecido, Hillary não joga a toalha; muito pelo contrário, optou por lançar uma intensa campanha publicitária e por mobilizar seus voluntários, que protagonizam nos últimos dias uma incansável busca de votos de porta em porta.

Como reconheceu o próprio Bill Clinton, o futuro das ambições políticas de sua esposa depende do sucesso dessa estratégia. Analistas e estrategistas concordam em dizer que a senadora precisa ganhar as primárias de Texas e Ohio para conseguir a candidatura democrata.

Nesta situação, Hillary não fez cerimônia para desqualificar Obama na segunda-feira, insistindo em que o pré-candidato democrata não está preparado para lidar com uma crise global de grande alcance.

Ao falar em uma universidade de Washington, a ex-primeira-dama disse que os eleitores já sabem o "trágico resultado" de escolher um presidente com pouca experiência em segurança nacional e assuntos globais, em alusão ao atual chefe de Estado americano, George W. Bush, e que isso não pode voltar a acontecer.

Os assessores de Obama contra-atacaram e lembraram que Hillary apoiou a Guerra do Iraque, à qual o senador se opôs desde o início.

E como se a disputa não estivesse suficientemente tensa, o debate desta noite na cidade de Cleveland, em Ohio, coloca os aspirantes democratas frente a frente em uma nova disputa envolvendo a divulgação de uma fotografia na qual Obama aparece vestido com um traje típico somali.

A imagem, tirada em 2006 durante uma viagem do senador ao Quênia, o país natal de seu pai, mostra o pré-candidato democrata portando um turbante e uma túnica brancos. Isso serviu para dar asas a rumores de que Barack Obama é muçulmano, algo desmentido veementemente pelo mesmo.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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