Mundo
27/02/2008 - 00h27

Hillary e Obama trocam acusações sobre propostas de planos de saúde

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da Folha Online

Durante os primeiros 16 minutos do debate realizado nesta terça-feira em Cleveland, Ohio, os pré-candidatos democratas à Presidência Hillary Clinton e Barack Obama se acusaram mutuamente de divulgar informações falsas sobre as respectivas propostas de planos de saúde.

"O senador (por Illinois) Obama disse repetidas vezes que eu forçaria as pessoas a terem planos de saúde independente de elas poderem pagar ou não", disse Hillary, insistindo que tal afirmação não é verdade.

Respondendo rapidamente, Obama contra-atacou dizendo que a ex-primeira-dama afirmou repetidas vezes que o plano de Obama "deixaria 15 milhões de pessoas descobertas (...) Eu contesto isso e creio que seja impreciso", afirmou o senador por Illinois.

"Dezesseis minutos de debate sobre sistema de saúde é um começo", afirmou o mediador, ao tentar evitar que um dos dois pré-candidatos insistisse mais uma vez no tema.

Os dois rivais, os únicos sobreviventes das prévias democratas, se sentaram lado a lado em uma mesa sobre um palco na universidade do Estado de Ohio, em Cleveland.

Roupa tribal

Hillary afirmou ainda que até onde ela sabia, sua campanha não tinha nada a ver com a fotografia de Obama divulgada nesta segunda-feira, onde ele aparece com roupas tribais africanas no Quênia, que circulou junto a boatos de que o pré-candidato seja muçulmano.

O site de notícias e fofoca The Drudge Report postou a imagem na segunda e afirmou que ela estava sendo divulgada por membros da equipe de Hillary.

"Não sabemos de onde ela veio", disse Hillary, afirmando que esse não é o tipo de comportamento que ela quer em sua campanha.

"Acredito na palavra da senadora (por Nova York) Clinton de que ela não tinha nada a ver com o foto", declarou Obama.

"Nos últimos debates, parece que eu sempre sou a primeira a responder as perguntas. Eu não me importo, ficarei feliz em respondê-las", disse Hillary ao ser questionada sobre o Nafta. "Acho curioso, se alguém viu 'Saturday Night Live' (programa humorístico de TV), talvez devesse pergutar a Barack se ele está confortável e precisa de outro travesseiro". A platéia fez uma breve vaia.

Hillary tentou fazer um brincadeira relacionada ao episódio do programa do último sábado, quando o programa fez um quadro que mostrava a imprensa pegando leve com Obama, e um mediador perguntava durante um debate com Hillary se ele estava confortável e precisava de outro travesseiro.

Nafta

Hillary acusou Obama de distorcer suas posições sobre o Nafta (Tratado Norte-Americano de Livre Comércio) e disse ser favorável a uma reavaliação do tratado. "Precisamos consertar o Nafta", disse a ex-primeira-dama.

Os dois debateram o tratado de livre comércio com o Canadá e o México, que é muito impopular entre a classe operária, cujos votos são vitais na prévia de Ohio, no próximo dia 4, mostrando posições semelhantes.

Nenhum dos dois disse que sairia do tratado, mas ambos afirmaram que ameaçariam sair para pressionar o México por mudanças. "Eu disse que eu iria renegociar o Nafta", disse Hillary. "Eu direi ao México que irei sair do Nafta se não renegociarmos".

Obama disse que a senadora por Nova York é ambigua sobre o assunto, elogiando o acordo em Estados agrícolas onde o tratado é popular, enquanto o critica em Estados como Ohio.

O debate é a última chance de Hillary de conter o crescente apoio a Obama na corrida pela nomeação do partido. Ohio, Texas, Rhode Island e Vermont realizarão prévias na próxima terça-feira (4), quando 370 delegados estarão em jogo.

O senador por Illinois venceu as últimas 11 disputas, e mesmo alguns dos membros da campanha de Hillary afirmam que ela tem de vencer tanto em Ohio quanto no Texas --principais Estados em jogo nas próximas prévias-- para continuar com força no páreo.

Segundo a rede de TV CNN, Obama conta com 1.360 delegados, enquanto Hillary conseguiu 1269. Para obter a nomeação do Partido Democrata na convenção nacional da legenda, um dos candidatos precisa obter no mínimo 2.025 delegados.

Com Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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