Começa na Venezuela missão de resgate de reféns das Farc
da Folha Online
Dois helicópteros que devem resgatar quatro reféns das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) partiram na manhã desta quarta-feira do aeroporto venezuelano de Santo Domingo em direção ao local estabelecido pelo grupo para a libertação.
Os reféns que devem ser libertados são os ex-congressistas Gloria Polanco, Luis Eladio Pirez, Orlando Beltrán e Jorge Eduardo Gechem, mantidos em poder das Farc há seis anos.
Em um dos helicópteros está o ministro venezuelano do Interior, Ramón Rodríguez Chacín, que coordena a operação, e a senadora colombiana Piedad Córdoba, segundo a Globovisión.
O governo da Venezuela anunciou o resgate na última segunda-feira (25).
"Em nome do nosso comandante-em-chefe [o presidente Hugo Chávez], quero anunciar que já temos com precisão o lugar onde se encontram os quatro reféns em poder das Farc que serão entregues", afirmou então Chacín.
Ele foi designado por Chávez para coordenar a operação, assim como na missão anterior que, em 10 de janeiro passado, resgatou as reféns Consuelo González e Clara Rojas.
Ontem, o Exército colombiano não sabia a localização exata dos reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) --entre eles a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt-- disse hoje o general Freddy Padilla de León, comandante das Forças Militares.
O oficial disse à Rádio Caracol que, apesar de o Exército conhecer o local onde estariam os quatro ex-parlamentares que devem ser libertados amanhã pelas Farc, não sabe o lugar onde podem estar Betancourt e os outros reféns.
"Neste momento, não temos informação sobre a localização de outros reféns", disse Padilla após ser perguntado sobre Betancourt, que no sábado (23) completou seis anos em poder das Farc.
O presidente colombiano Álvaro Uribe disse na segunda-feira que seu governo "colaboraria, como sempre fez" para facilitar a liberação dos quatro reféns das Farc.
"O governo colombiano ajudará, como sempre faz", disse ele a jornalistas que lhe repetiram o pedido feito pelo governo venezuelano para que autorizasse a operação humanitária.
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