Farc libertam quatro ex-congressistas mantidos reféns por seis anos
da Folha Online
As Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) libertaram quatro ex-congressistas que eram mantidos reféns por seis anos, em uma operação de resgate coordenada pelo governo da Venezuela. O grupo foi entregue a uma equipe do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e políticos venezuelanos e colombianos que seguiram para a região da selva em helicópteros.
Segundo o embaixador colombiano na Venezuela Fernando Marín, os quatro viajam agora para a base militar de Santo Domingo, no Estado de Táchira, na Venezuela, de onde seguirão para Caracas.
De acordo com Marín, os familiares dos ex-congressistas receberam "emocionados" a notícia de que o grupo foi entregue à missão humanitária que foi buscá-los na Colômbia. Os parentes dos reféns devem ir ao aeroporto de Maiquetía, a cerca de 30 km de Caracas, para recebê-los.
"Queremos que os familiares saibam que eles já estão conosco, sãos e salvos", disse o porta-voz do governo venezuelano Jesse Chacon, acrescentando que o presidente Hugo Chávez já conversou com os quatro reféns --os ex-congressistas Gloria Polanco, Luis Eladio Pirez, Orlando Beltrán e Jorge Eduardo Gechem.
Segundo ele, os reféns estão com a saúde debilitada mas podem viajar. "Nossos médicos acompanharão todo o trajeto", afirmou Chacon.
A libertação faz crescer a esperança em torno da soltura da franco-colombiana Ingrid Betancourt e de três americanos, que ainda são mantidos reféns pela guerrilha.
Dois helicópteros com emblemas do CICV foram enviados pela Venezuela para um ponto do Departamento de Guaviare (Colômbia), onde a guerrilha soltou os reféns.
As duas aeronaves com emblemas do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) decolaram para a missão de resgate às 14h30 (12h30 de Brasília) do aeroporto de San José de Guaviare, na Colômbia, capital da região 400 quilômetros ao sul de Bogotá.
Em um dos helicópteros estavam o ministro venezuelano do Interior, Ramón Rodríguez Chacín, que coordena a operação, e a senadora colombiana Piedad Córdoba, segundo a Globovisión.
Os helicópteros foram enviados pelo presidente venezuelano Hugo Chávez, que obteve a permissão do governo colombiano. As duas aeronaves haviam partido do aeroporto de Santo Domingo, localizado 650 km ao sudoeste de Caracas, na manhã desta quarta-feira.
Operações suspensas
Em Bogotá, o ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, disse que operações militares ficariam suspensas na área até as 18h (20h de Brasília) desta quarta-feira para ajudar no resgate.
O governo da Venezuela anunciou o resgate na última segunda-feira (25).
"Em nome do nosso comandante-em-chefe [o presidente Hugo Chávez], quero anunciar que já temos com precisão o lugar onde se encontram os quatro reféns em poder das Farc que serão entregues", afirmou então Chacín.
Ele foi designado por Chávez para coordenar a operação, assim como na missão anterior que, em 10 de janeiro passado, resgatou as reféns Consuelo González e Clara Rojas.
Colômbia
Ontem, o Exército colombiano não sabia a localização exata dos reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) --entre eles a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt-- disse hoje o general Freddy Padilla de León, comandante das Forças Militares.
O oficial disse à Rádio Caracol que, apesar de o Exército conhecer o local onde estariam os quatro ex-parlamentares que devem ser libertados amanhã pelas Farc, não sabe o lugar onde podem estar Betancourt e os outros reféns.
"Neste momento, não temos informação sobre a localização de outros reféns", disse Padilla após ser perguntado sobre Betancourt, que no sábado (23) completou seis anos em poder das Farc.
O presidente colombiano Álvaro Uribe disse na segunda-feira que seu governo "colaboraria, como sempre fez" para facilitar a liberação dos quatro reféns das Farc.
"O nosso governo ajudará, como sempre faz", disse ele a jornalistas que lhe repetiram o pedido feito pelo governo venezuelano para que autorizasse a operação humanitária.
Com Associated Press, Efe e France Presse
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Especial


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Nem precisava tanta grana.
Quem pode entregar os "cabeças" das Farc, é só gente interna mesmo.
Por dinheiro, que a verdadeira ideologia deles, esses "guerilheiros", fazem qualquer coisa.
Como já mostraram antes que são capazes, cortando até as maos de um líder da guerilha, para comprovar sua eliminação.
Uma fração do oferecido, teria sido mais do que sufiente...
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