Mundo
27/02/2008 - 16h31

Saiba mais sobre os quatro ex-congressistas libertados pelas Farc

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da Efe, em Bogotá

Quatro ex-congressistas colombianos foram libertados nesta quarta-feira após seis anos em poder das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Saiba mais sobre eles:

Gloria Polanco de Lozada: A ex-congressista do Departamento de Huila (sudoeste) foi seqüestrada em 26 de julho de 2001 em um ataque das Farc ao edifício em que morava em Neiva, a capital provincial, de onde levaram outras 15 pessoas. Ela foi levada ao lado dos fihos Juan Sebastián e Jaime Felipe, que foram libertados três anos mais tarde, depois que o pai deles, o ex-senador Jaime Lozada, pagou uma grande soma de resgate. No entanto, Gloria permaneceu em poder das Farc, que em 3 de dezembro de 2005 assassinaram o ex-senador Lozada em uma emboscada da qual seu filho Jaime Felipe escapou ileso. Apesar de estar em cativeiro, Polanco de Lozada foi eleita, em março de 2002, como representante à Câmara por Huila para um mandato de quatro anos que não exerceu.

Reuters
Os quatro reféns libertados: Gloria Polanco, Orlando Beltran, Jorge Gechem e Luis Eladio Perez
Os quatro libertados: Gloria Polanco, Orlando Beltran, Jorge Gechem e Luis Eladio Perez

Luis Eladio Pérez Bonilla: Era senador ao ser seqüestrado, em 10 de junho de 2001, quando viajava de carro entre as localidades de El Charco e La Victoria, no Departamento de Nariño (fronteiriço com o Equador), onde nasceu. Pérez, que sofre de hipertensão derivada de diabetes, possui uma vasta experiência política como vereador, governador de seu departamento (1987-1988), representante à Câmara, senador e cônsul no Paraguai. Uma prova de vida do dirigente, composta por duas cartas e cinco fotografias, foi recebida pelos parentes de Pérez em 26 de março de 2003. No dia 30 de novembro do ano passado, o governo colombiano divulgou imagens suas, apreendidas com três supostos guerrilheiros, nas quais ele aparece no meio da floresta, cabisbaixo e magro. Casado com Ángela Rodríguez, ele é pai de dois filhos: Sérgio e Carolina.

Orlando Beltrán Cuéllar: Foi seqüestrado em 28 de agosto de 2001 em uma zona rural da localidade de Gigante, também no Departamento de Huila, pelo qual ocupava uma cadeira na Câmara de Representantes. Casado com Deyanira Ortiz, é pai de Hugo Felipe e Nicolás. Durante seu cativeiro, os parentes receberam provas de vida do ex-congressista em três ocasiões: a primeira foi uma carta escrita por ele enviada após seu seqüestro, a segunda um vídeo divulgado em 2003 e a terceira foi entregue em 14 de janeiro por Consuelo González. Clara Rojas e Consuelo González --reféns das Farc libertadas em 10 de janeiro-- disseram que Beltrán Cuéllar sofre de hipertensão e deve tomar um remédio que nem sempre recebe.

Jorge Eduardo Gechen Turbay: Senador como Pérez Bonilla, foi seqüestrado em 20 de fevereiro de 2002 por uma facção das Farc que obrigou o piloto de um avião da companhia local Aires a aterrissar em uma estrada próxima à localidade de Hobo, em Huila. O episódio desencadeou o fim do processo de paz mantido pelo então presidente Andrés Pastrana (1998-2002) com a guerrilha. O agora ex-senador, aparentemente, sofreu várias crises cardíacas em cativeiro e possui uma doença na coluna vertebral. Em 14 de janeiro, González entregou à mulher do dirigente, Lucy Artunduaga de Gechen, e a seus filhos uma carta na qual relata que em seu cativeiro sofreu cinco pequenos infartos e uma úlcera. Na mesma carta, que foi amplamente divulgada pela imprensa, o político diz à mulher que peça ao então ditador cubano, Fidel Castro, que intervenha para que seja levado a um hospital em Cuba. "Se me recuperar, passaria para uma prisão em Havana, em minha qualidade de refém político à espera do acordo humanitário", disse ele na carta, mas a possibilidade foi descartada pelo embaixador cubano em Bogotá, José Antonio Pérez Novoa. Depois que o ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, disse que ele se encontrava em "estado grave de saúde", temeu-se que não seria libertado com os outros reféns.

Comentários dos leitores
Jorge Bronze (42) 02/12/2009 07h58
Jorge Bronze (42) 02/12/2009 07h58
JR, você deveria dizer que os votos estão sendo comprados juntamente com suas consciências. Os bolsas diversas não dignificam ninguém, apenas resolvem num momento o seu problema, este desgoverno pretende criar mais dois bolsas, o da cultura e o do celular, isso se chama compra de voto, e o PT é PHD nisso, agora falar em 3º mandato para o imcomPeTente, é exatamente fazer o que o lixo do Zelaia iria fazer, se perpetuar no poder como alguns idiotas estão querendo fazer na América Latina, simplificando alguns são cópias baratas do Hugo Chavez e este por sua vez é uma planta nascida do esterco da revolução cubana. Este governo, tem sim laços de amizade com as FARC, pois guerrilheiro defende guerrilheiro, o caso mais conhecido neste governo é a Dilma, que era também colega do heroi do PT "Lamarca", guerrilheiro assassino cruel, assaltante de bancos, (aliás a Dilma também foi), sequestrador, ladrão de armas do exército, desertor, e ainda assim sua familia recebeu mais de um milhão de indenização mais a pensão de coronel. sem opinião
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Ricardo Perrone (48) 12/11/2009 11h26
Ricardo Perrone (48) 12/11/2009 11h26
O Governo colombiano não deveria exercer esse tipo de artifício para capturar assassinos, bandidos ou guerrilheiros. Pagar recompensa é um estímulo a práticas detestáveis do caráter humano, como: ganância, traição e mentira. O governo deveria pegar o valor de tal recompensa e empregar nas atividades investigativas da polícia ou mesmo em sua modernização. O Estado deve ter por meta estimular o bom comportamento na sociedade, banindo práticas detestáveis mesmo que sejam por uma boa causa. 5 opiniões
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O Pacificador (232) 12/11/2009 11h03
O Pacificador (232) 12/11/2009 11h03
"Governo colombiano oferece US$ 1 milhão pelos assassinos de soldados do país..."
Nem precisava tanta grana.
Quem pode entregar os "cabeças" das Farc, é só gente interna mesmo.
Por dinheiro, que a verdadeira ideologia deles, esses "guerilheiros", fazem qualquer coisa.
Como já mostraram antes que são capazes, cortando até as maos de um líder da guerilha, para comprovar sua eliminação.
Uma fração do oferecido, teria sido mais do que sufiente...
sem opinião
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