Mundo
27/02/2008 - 19h58

Doze palestinos e um israelense morrem em nova escalada de violência

da Efe, em Gaza

A violência na faixa de Gaza e no sul de Israel voltou a aumentar nesta quarta-feira com a morte de ao menos 11 palestinos e um israelense em ataques de ambos os lados da fronteira que parecem levar a uma nova escalada na região.

Outro palestino, um membro das Brigadas dos Mártires de al Aqsa, morreu nesta quarta na cidade de Nablus, na Cisjordânia, em uma operação do Exército israelense, que alegou que a vítima, assim como outros quatro indivíduos que foram detidos, "preparavam um atentado para os próximos dias", segundo um comunicado oficial.

A operação em Nablus foi realizada por uma unidade combinada do Exército e da Polícia de Fronteiras disfarçada de árabes.

Testemunhas disseram que os agentes desceram de um microônibus e abriram fogo contra um táxi no qual estavam os cinco militantes.

Nos dois lados da fronteira entre Gaza e Israel ocorreram incessantes ataques aéreos sobre a faixa e contínuos disparos de foguetes Qassam sobre as localidades do sul de Israel.

Fontes médicas na faixa estimaram os feridos em torno de vinte, ao menos um deles em estado crítico, e disseram que entre as vítimas fatais há ao menos dois menores de idade.

Os dois jovens mortos foram vítimas de um foguete disparado contra um grupo de milicianos nos arredores do campo de refugiados de Yabalia e que "errou o alvo", segundo um porta-voz militar.

Outro dos mortos não pôde ser identificado devido ao estado no qual seu corpo ficou, segundo o responsável do serviço de emergências do Ministério da Saúde em Gaza, Muawiya Hassanein, e os outros eram milicianos das Brigadas dos Mártires de al Aqsa, da Jihad Islâmica e das Brigadas Ezzedin Al Qassam, braço armado do Hamas.

O Exército israelense, que mantém o controle exclusivo dos céus de Gaza, bombardeou posições na faixa várias vezes desde a madrugada.

Israel

Paralelamente, milicianos palestinos atiraram cerca de 50 foguetes, 40 deles em um espaço de quatro horas na tarde desta quarta, e que tiveram como alvo principal a cidade de Sderot.

A vítima fatal, um estudante de 30 anos, morreu em um ataque contra a Academia universitária Sapir, na zona fronteiriça.

Esta é a décima primeira vítima fatal por causa de um foguete Qassam desde 2001, quando o braço armado do Hamas começou a usar este tipo de armas.

Além disso, foi informado que um número indeterminado de foguetes caiu no sul da cidade de Ashkelon, possivelmente em uma central elétrica, porque ocorreram vários blecautes na cidade.

Israel não costuma confirmar impactos em alvos considerados "estratégicos" para não revelar o ângulo de tiro ao inimigo.

A escalada desta quarta pegou de surpresa as autoridades de Israel e da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Ehud Olmert e Mahmoud Abbas, respectivamente, que estão no exterior.

De Tóquio, Olmert declarou de que "ninguém no Hamas, desde o menor funcionário até o mais alto dirigente, terá imunidade nesta guerra".

Segundo uma fonte próxima ao primeiro-ministro israelense, que encerra nesta quarta uma visita oficial ao Japão, o ministro da Defesa, Ehud Barak, está a par da situação registrada nesta tarde.

 

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