Mundo
28/02/2008 - 03h09

Obama e McCain trocam acusações sobre Al Qaeda

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da Efe, em Washington

Os pré-candidatos à Presidência dos Estados Unidos John McCain e Barack Obama trocaram hoje acusações sobre a presença da Al Qaeda no Iraque.

Em uma conversa com jornalistas em Tyler (Texas), McCain, do Partido Republicano, perguntou se Obama não sabia que a Al Qaeda havia transformado o Iraque em uma base de operações.

McCain, que apóia a presença militar dos EUA nesse país, se referia a uma declaração do senador por Illinois na qual disse que "se fosse presidente, se reservaria o direito de intervir se a Al Qaeda estivesse no Iraque".

"E se Al Qaeda está formando uma base no Iraque, então teríamos que atuar de forma a proteger o território dos Estados Unidos e nossos interesses no exterior", disse.

O senador democrata fez esses comentários durante um debate com sua rival pela candidatura do Partido Democrata, Hillary Clinton, em Cleveland, na terça-feira.

"A Al Qaeda já está no Iraque. É uma declaração notável, dizer que enviaria tropas de volta a um lugar onde a Al Qaeda já estabeleceu uma base", disse McCain.

De Columbus (Ohio), Obama, respondeu que seus comentários tinham sido "hipotéticos", e que sabia que o grupo terrorista realiza atividades no Iraque.

"Mas tenho notícias para John McCain: não havia Al Qaeda no Iraque até que (o presidente) George W. Bush e John McCain decidiram invadir o Iraque", assinalou.

"McCain pode dizer que vai perseguir Osama bin Laden até os portões do inferno, mas até agora a única coisa que fez foi seguir a George W. Bush em sua equivocada Guerra do Iraque", criticou.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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