Ex-congressistas libertados pedem solução política para reféns das Farc
da Efe, em Caracas
Os quatro ex-congressistas colombianos libertados nesta quinta-feira (28) pelas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) expressaram hoje seu compromisso de trabalhar para salvar os demais reféns da guerrilha.
"É preciso fazer algo para salvá-los. Vamos trabalhar em uma série de ações para sensibilizar a opinião pública e pressionar as partes para que entendam que a solução é política", disse o ex-congressista Luis Eladio Pérez.
"É absurdo pensar na possibilidade de um resgate militar. Se o presidente colombiano insistir nesta via, vai receber 40 ou 50 cadáveres", afirmou.
Em entrevista coletiva esta noite em Caracas, o ex-congressista indicou que tem uma proposta para Uribe e também para os presidentes de França, Nicolas Sarkozy, e Venezuela, Hugo Chávez, mas que não podia torná-la pública hoje.
"Tornaremos públicas as propostas quando os três a conhecerem", disse.
Seus companheiros de cativeiro também libertados ontem, Gloria Polanco, Orlando Beltrán e Jorge Eduardo Gechem, alertaram ainda para a necessidade de um acordo humanitário para resolver o conflito na Colômbia.
Após um comovente relato dos momentos mais difíceis de seus seis anos de seqüestro, Gloria Polanco agradeceu pelas gestões de Chávez e da senadora colombiana Piedad Córdoba.
"O valor que tem que ser dado é à vida, não a um pedaço de terra, a alguns quilômetros...", disse a ex-congressista, em alusão à recusa do Governo colombiano a responder ao pedido das Farc de desmilitarizar uma zona para a negociação da troca humanitária.
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Especial


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Nem precisava tanta grana.
Quem pode entregar os "cabeças" das Farc, é só gente interna mesmo.
Por dinheiro, que a verdadeira ideologia deles, esses "guerilheiros", fazem qualquer coisa.
Como já mostraram antes que são capazes, cortando até as maos de um líder da guerilha, para comprovar sua eliminação.
Uma fração do oferecido, teria sido mais do que sufiente...
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