Ex-reféns defendem desmilitarização para negociação com as Farc
da France Presse, em Caracas
Os ex-reféns das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) Luis Eladio Pérez, Orlando Beltrán e Gloria Polanco se declararam favoráveis à desmilitarização dos municípios de Pradera e Florida -- uma das exigências da guerrilha para negociar uma troca humanitária-- em uma entrevista coletiva na noite desta quinta-feira, em Caracas.
"Peço publicamente ao presidente Alvaro Uribe que demonstre o êxito de sua política de segurança democrática liberando os municípios de Pradera e Florida e que, depois de 45 dias, as Forças Armadas recuperem este território", disse Pérez.
Pérez, que qualificou as Farc de "grupo político militar que utiliza práticas terroristas", disse que durante seus mais de seis anos de cativeiro percorreu a zona de Caguán, que foi aberta para diálogos com a guerrilha durante o governo do presidente Andrés Pastrana, e afirmou que até agora "não foram recuperados estes 42 mil quilômetros" de território.
Também nesta quinta-feira, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, propôs que um grupo de países latino-americanos amigos receba emissários da Colômbia e das Farc para negociar a liberdade de todos os reféns da guerrilha.
"É uma idéia que está tomando corpo, no seio deste grupo [de países amigos], que pode ser formado imediatamente. Poderíamos receber um emissário do [líder das Farc, Manuel] Marulanda e outro da Colômbia para começar a discutir a libertação de todos os seqüestrados", disse Chávez em entrevista à rede de televisão estatal VTV.
Chávez confirmou que esta é a mais recente opção que seu governo analisa, após a libertação, na última quarta-feira, de quatro reféns das Farc, e que conta com o apoio do secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), José Miguel Insulza.
"Seria formar um grupo de países amigos do tipo Contadora. O secretário-geral da OEA está de acordo e conversei recentemente sobre isto com um emissário seu, o ex-chanceler argentino Dante Caputo".
Chávez revelou que já conta com o apoio de Brasil, Argentina, França, Equador, Bolívia, Cuba e Suíça, e que o único obstáculo é a oposição do governo colombiano: "todos estão de acordo, exceto Uribe (...) são decepcionantes as declarações dos porta-vozes da Colômbia nesta questão".
Bogotá descartou mais uma vez a idéia de desmilitarizar as duas localidades do sudoeste do país para negociar a troca, em declarações do ministro do Interior, Carlos Holguín.
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Especial


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Nem precisava tanta grana.
Quem pode entregar os "cabeças" das Farc, é só gente interna mesmo.
Por dinheiro, que a verdadeira ideologia deles, esses "guerilheiros", fazem qualquer coisa.
Como já mostraram antes que são capazes, cortando até as maos de um líder da guerilha, para comprovar sua eliminação.
Uma fração do oferecido, teria sido mais do que sufiente...
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