Grupos dissidentes pedem "não" à Constituição militar em Mianmar
da Efe, em Bancoc
Grupos birmaneses democráticos no exílio e associações étnicas pediram o "não" à Constituição redigida pela Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia) e que será submetida a um plebiscito para sua aprovação em maio, afirmou hoje uma emissora da dissidência.
A convocação é assinada pelo Conselho Nacional da União de Mianmar (NCUB, sigla em inglês), pelo Governo de Coalizão Nacional da União de Mianmar (NCGUB), pelo Conselho de Nacionalidades Étnicas (ENC), pela Liga da Mulher de Mianmar (WLB), Federação da Democracia para Mianmar (FDB), pelo Congresso de Estudantes e Juventudes de Mianmar (SYCB) e pelo Fórum de Juventudes e Nacionalidades (NY).
"Não podemos aceitar um plebiscito dirigido a perpetuar a ditadura militar em vez da unidade étnica. Instamos todas as pessoas a votar 'não'. Esta não é uma solução para Mianmar", declarou o ministro Sann Aung.
Aung defendeu o estabelecimento de um diálogo entre a Junta Militar com a oposição democrática através do enviado especial do secretário-geral da ONU para Mianmar, Ibrahim Gambari.
A Liga Nacional para a Democracia (LND), o principal partido da oposição e que é liderado pelo prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, já rejeitou ontem a Carta Magna dos militares.
"Todas as pessoas responsáveis devem participar do processo de redação da Constituição e de transformar a nação", afirmou a LND por meio de um comunicado.
A Junta Militar anunciou, no dia 9 de fevereiro, o plebiscito e a convocação de eleições legislativas em 2010, às quais Suu Kyi não poderá concorrer caso o texto preparado pelos militares seja aprovado.
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