Mundo
29/02/2008 - 16h33

Pesquisas mostram vitória de Obama no Texas e empate com Hillary em Ohio

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TEREZA BOUZA
da Efe, em Washignton

As últimas pesquisas indicam uma leve vantagem de Barack Obama sobre Hillary Clinton no Texas e um empate entre os dois em Ohio, Estados que realizam as prévias na terça-feira (04), dia em que pode ser decidida a apertada disputa democrata.

No Partido Repubicano, John McCain, provável candidato da legenda à Presidência, desfruta de ampla vantagem nestes Estados, o que poderia dar a ele os 1.191 delegados necessários para conquistar a nomeação.

A pesquisa realizada pelo instituto Zogby International afirma que Obama tem uma vantagem de 6% no Texas, com 48% das intenções de voto, contra 42% de Hillary.

Em Ohio, a ex-primeira-dama leva vantagem, com 44% das intenções de voto, contra 42% do senador por Illinois. No entanto, a margem de erro é de 3,8%.

Texas e Ohio enviarão mais de 300 delegados à convenção nacional do Partido Democrata em Denver (Colorado), em agosto, quando o candidato do partido será definido.

O próprio Bill Clinton disse que a sobrevivência política de sua mulher depende de sua vitória nesses dois Estados, que farão prévias em 4 de março junto a Rhode Island e Vermont, Estados menores e menos relevantes.

Segundo a rede CNN, Hillary conta atualmente com 1.267 delegados, enquanto Obama lidera o páreo com 1.369. Um dos dois candidatos precisa conseguir 2.025 delegados para obter a nomeação democrata.

Indecisão

Pesquisas publicadas nos últimos dias coincidem em apontar que a campanha é cada vez mais apertada em Ohio e Texas, onde a ex-primeira-dama tinha uma grande vantagem há algumas semanas.

A pesquisa da Zogby diz também que 9% dos democratas de Ohio ainda estão indecisos. No Texas, a percentagem de indecisos é de 7%, o que deixa margem para surpresas de última hora.

Pode ser que dados como esses tenham levado Obama esta semana a pedir cautela, ao afirmar que alguns podem estar escrevendo o obituário político de Hillary, mas ele "ainda não o fez".

O senador por Illinois concentra sua atenção nos eleitores independentes, nos jovens e nos afro-americanos de Ohio.

No Texas, Hillary e Obama estão praticamente empatados na maioria dos grupos de eleitores, mas a senadora desfruta do apoio majoritário dos hispânicos.

Arrecadação recorde

A imprensa americana divulgou nesta sexta-feira os números recorde de arrecadação em fevereiro entre os democratas. A campanha de Hillary informou que recebeu este mês doações no valor de US$ 35 milhões (R$ 58,5 milhões).

Obama, que obteve US$ 36 milhões (R$ 60,1 milhões) em janeiro, ainda não publicou seus números deste mês, mas os assessores anteciparam que será "consideravelmente mais" que o obtido por Hillary.

Os fundos conjuntos obtidos pelos dois pré-candidatos prometem superar o recorde mensal de US$ 71 milhões (R$ 118,6 milhões) recebidos pelo presidente George W. Bush e seu então oponente democrata à Presidência, John Kerry, em março de 2004.

A pesquisa entre 708 eleitores democratas de Ohio e 704 do Texas tem uma margem de erro de 3,8% nos dois estados.

A Zogby entrevistou 592 eleitores republicanos em Ohio e 605 no Texas, com uma margem de erro de 4,1% nos dois estados. A consulta foi realizada entre terça (26) e quinta-feira (28) desta semana.

Os observadores antecipam que as prévias de terça-feira voltarão a atrair um número recorde de eleitores no lado democrata, como ocorreu nos últimos meses.

Segundo as últimas estimativas, a participação na frente democrata supera em 50% a registrada entre o eleitorado republicano.

Os analistas temem que essa participação recorde cause problemas em novembro, já que, se for mantido esse ritmo, não haverá máquinas de votação, cédulas nem mesários suficientes.

O jornal "USA Today" afirma na edição de hoje que em 17 das 24 primárias realizadas até agora a participação foi a mais alta dos últimos 40 anos.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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