Mundo
01/03/2008 - 10h40

Obama tenta obter apoio judeu em corrida nos EUA, diz "NYT"

da Folha Online

O senador por Illinois Barack Obama disputa com Hillary Clinton a nomeação democrata à candidatura presidencial nos Estados Unidos-- tenta obter o apoio entre os eleitores judeus, segundo reportagem do jornal americano "New York Times".

Leia a íntegra da reportagem em inglês publicada no site do jornal americano na internet.

A informação também foi veiculada neste sábado pela rede de TV Al Jazeera.

A revista americana "Newsweek" também discute a relação de Obama com os judeus em sua edição desta semana.

Segundo o "Times", ganhar a confiança dos judeus é mais difícil para Obama devido às frágeis relações entre esse eleitorado e os negros --que em sua maioria apóiam Obama.

Os judeus representam 1,7% da população adulta nos EUA, mas são importantes para o Partido Democrata, já que garantem grande parte dos fundos de campanha do partido.

De acordo com o jornal, o desafio de Obama para atingir o eleitorado judeu ficou claro na última terça-feira (26), durante debate entre Obama e Hillary em Cleveland (Ohio), quando ele foi questionado sobre o apoio que foi anunciado por Louis Farrakhan -- líder negro muçulmano que despertou polêmica nos EUA por suas opiniões extremistas e anti-semitas.

Obama afirmou que Farrakhan é anti-semita e rechaçou seu apoio. De acordo com o "Times", o senador por Illinois também enfrenta críticas por supostas declarações a respeito do sofrimento do povo palestino --que ele posteriormente disse que teriam sido reproduzidas incorretamente-- e sobre suas posições a respeito de assuntos da Relações Exteriores.

Na tentativa de conquistar o público judeu, Obama falou no último domingo (24) a líderes judeus em Cleveland e respondeu a questões sobre sua posição em relação a Israel

"Ninguém pode provar as acusações de que eu sou contrário aos interesses da segurança israelense, ou de qualquer forma quero diminuir a relação especial que [os EUA] têm com esse país", disse Obama à imprensa na quinta-feira (28) no Texas.

O pré-candidato democrata também teve de se explicar sobre rumores espalhados na internet de que ele seria muçulmano e teria assistido a aula em uma madrassa na Indonésia quando criança. Obama negou publicamente tais afirmações, reiterando que é cristão.

Comentários dos leitores
Eduardo Velasco (155) 06/09/2008 09h37
Eduardo Velasco (155) 06/09/2008 09h37
Não estou nem aí se o Luiz entende ou diferencia uma coisa da outra. Mas a resposta do outro realmente aponta para uma tremenda falta de lógica argumentativa.
Vejam, a premissa foi: Autodeterminação dos povos [que o Luiz não tratou do assunto, mas que o missivista rapidinho resolver ler "dentro" do texto do outro. Realmente está na CF/88: Art. 4º, III, CF/88 a tal da 'autodeterminação', mas não passa de zurrada constitucional eqüina].
Depois, uma outra premissa menor que não guarda nenhuma relação com a maior [anterior], e a conclusão ilógica [espúria]: "Por isso os Republicanos...".
Assim fica fácil: eu junto abóbora com melancia e digo que as duas são a mesma coisa porque o colorido interno de ambas são semelhantes!
Tertulia Flacida ad Bovinum Adormentare
(conversa pra boi dormir!)
Eduardo Velasco
Natal/RN
sem opinião
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Luiz Castro (17) 05/09/2008 23h04
Luiz Castro (17) 05/09/2008 23h04
Se por um lado úma vitória republicana trás tudo que estamos vendo com Bush e mais um pouco, uma vitória democrata não é sinal de que a vida vai ser melhor abaixo do rio grande. Se vão acabar com a guerra, também vão aumentar o protecionísmo com relação ao comércio, ou seja, querem vender tudo pra todo mundo mas não querem comprar nada, e quem for competitivo como os brasileiros produtores de camarão que aguardem mais subsídios para os produtores americanos. Os filhos de tio sam dão muito valor a quem não se curva a eles, que os enfrenta, quem não abaixa a cabeça. Convivendo nesse país por alguns anos vejo como eles agem. Hoje em dia a moda é se ter um filho adotado no Vietnan, se casar com orientais, principalmente mulheres oriundas dessas regiões onde os americanos foram postos pra correr. Nesse momento os soldados se envolvem com as iraquianas, trazem para a américa e muitos se convertem ao islamismo. Se é dor na conciência não sabemos, mas com certeza em alguns anos a integração entre estes países será muito maior que com os latinos, que dizem amém a tudo vindo do norte. A nossa região com todo seu potêncial energético e riquezas de toda ordem tem nas mãos a chave para abrir o caminho do progresso, o que precisamos é levantar a cabeça e olhar o primeiro mundo nos olhos, sem medo e dispostos a morrer por nosso país. A força americana reside no prazer de servir à pátria, mesmo que por causas injustas como o Iraque. Nosso chão merece esse sacrifício. sem opinião
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Leon Diniz Diniz (17) 05/09/2008 17h28
Leon Diniz Diniz (17) 05/09/2008 17h28
Quero congratular-me com LUIZ CASTRO E CÉLIO RODRIGUES, pela importância dos seus texto nesta tribuna. Agradeço também a IGMAR TRINDADE pela oportunidade que dá à estudiosos como eu de buscar um pouco mais de conhecimento. Igmar aproveitei a sugestão que fez a outra pessoa nesta tribuna para que entrasse no GOOGLE ZEITGEIST Também entrei, confesso que fiquei impressionado com as informações alí contidas. Obrigado de coração pela oportunidade.
Sr. Mac Cain copiar não é feio desde que se de o crédito a fonte. Mundança, até onde sei é mote de campanha do Senador Obama. O lema "ir para Wasghiton para refomar o país" também é de Obama. Por favor ponha a criatividade para funcionar e traga algo novo para deleite dos seus apoiadores. A América já teve um filho imitando o pai na presidência, e olha no que deu: A nação além de cair no atoleiro econômico, tem hoje boa parte do mundo odiando os EUA e sua máquina de fabricar guerras.
Enquanto Obama elogia o passado de Mac Cain. o general agride Obama com palavras impróprias e ao mesmo tempo tenta copia-lo sonhando alcançar a popularidade do Senador democrata. É por isso que o povo americano está mais simpático ao democrata que é original, do que à qualquer genérico de ocasião.
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