Mundo
01/03/2008 - 12h59

Hillary tenta pressionar Obama às vésperas de prévias cruciais

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da Folha Online

Hillary Clinton acirrou as críticas a seu rival Barack Obama e intensificou os atos de campanha, às vésperas das prévias da terça-feira (4). Para analistas, ela precisa vencer em Ohio e no Texas para manter-se na corrida pela nomeação democrata.

As 11 vitórias consecutivas de Obama desde a Superterça, em 5 de fevereiro-- quando 24 Estados votaram-- levantaram questionamentos sobre a viabilidade da candidatura de Hillary.

Efe/AP
Os rivais democratas Barack Obama e Hillary Clinton; Hillary precisa de vitória
Os rivais democratas Barack Obama e Hillary Clinton; Hillary precisa de vitória nas prévias de 4 de março nos Estados de Ohio e Texas

Até mesmo o ex-presidente Bill Clinton colocou as esperanças pela nomeação na votação da terça-feira. "Se ela vencer no Texas e em Ohio, acredito que será a candidata", afirmou ele a partidários em Beaumont (Texas). "Se vocês não a apoiarem, não sei se ela será", afirmou.

Obama lidera a corrida pela indicação, à frente da ex-primeira-dama no número de delegados obtidos até o momento. Ele possui 1.383 delegados contra 1.276 de Hillary. Um total de 2.025 são necessários para garantir a nomeação do partido na convenção democrata de agosto.

Um total de 370 delegados estão em jogo nas votações da próxima terça-feira (4).

Do lado republicano, a disputa é considerada ganha pelo senador pelo Arizona John McCain, que possui 1.014 dos 1.191 delegados necessários para garantir a nomeação republicana.

Mike Huckabee, ex-governador do Arkansas, possui apenas 257 delegados.

Ontem, Hillary realizou campanhas ao lado e líderes militares no Texas. Ela deve passar o domingo em atos de campanha em Ohio, onde voltará a discursar na segunda-feira (3).

Em seguida, ela deve voltar ao Texas para outros atos de campanha, Estado onde Obama deve passar a noite da terça-feira (4) no Texas.

Uma vitória no Texas permitiria que o senador por Illinois derrube o argumento de Hillary, que diz que, embora Obama tenha ganhado em mais Estados, ela conquistou alguns dos maiores e mais populosos, como Califórnia, Nova York e Nova Jersey.

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Em um vídeo divulgado ontem, Hillary questionou a habilidade de Obama para lidar com uma crise de segurança nacional.

A rede de TV CNN noticiou a divulgação do polêmico vídeo, assim como o jornal americano "Washington Post"

A campanha de Hillary divulgou ontem o anúncio, que será veiculado no Texas e mostra crianças em suas camas enquanto um narrador diz: "São 3h da madrugada e seus filhos estão dormindo em segurança. Mas há um telefone tocando na Casa Branca. Algo está acontecendo no mundo. Seu voto irá decidir quem irá atender este chamado".

Os assessores da ex-senadora dizem esperar que o anúncio convença os eleitores de que ela está preparada para agir no caso de uma crise de segurança nacional como os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 em Nova York. Obama respondeu à crítica veiculando outro anúncio, que também mostra crianças dormindo e fala de um telefone na Casa Branca.

"Quando esse chamado foi atendido, o presidente não deve ser alguém que teve bom senso e coragem para se opor à Guerra do Iraque desde o início?", questiona o narrador no vídeo.

Pesquisas

Uma pesquisa da rede de TV Fox News divulgada nesta sexta-feira aponta que Obama lidera com uma diferença de apenas 3 pontos percentuais --48% contra 45% de Hillary.

O resultado é considerado empate técnico, já que a margem de erro é de 4 pontos.

A sondagem, realizada entre 26 e 28 de fevereiro, mostra Obama à frente entre os homens, os negros e os jovens. Hillary lidera entre mulheres, hispânicos e eleitores mais velhos.

Ainda de acordo com a pesquisa, a senadora por Nova York lidera em Ohio com 46% contra 38% de Obama.

Hillary lidera no Estado entre as mulheres, os brancos e as pessoas de baixa renda, e os eleitores acima de 45 anos. Obama lidera entre os homens e os eleitores de nível superior.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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