Correa viaja ao Brasil e a quatro países para falar de crise com Colômbia
da Efe, em Quito
O presidente do Equador, Rafael Correa, iniciará na terça-feira uma viagem por cinco países que incluirá o Brasil para explicar a crise com a Colômbia, país com o qual rompeu relações diplomáticas nesta segunda-feira.
A polêmica começou após a violação territorial registrada no sábado passado em uma operação militar colombiana contra as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).
Além do Brasil, Correa viajará ao Peru, Venezuela, Panamá e República Dominicana, disse o coordenador da sala de imprensa externa da Presidência, Xavier Rueda, à Radio Quito.
Rueda acrescentou que a viagem começa amanhã, mas não especificou para quando está previsto o retorno do presidente ou a agenda de Correa.
O anúncio da viagem foi feito pouco após o governo do Equador comunicar nesta segunda ao Executivo da Colômbia a ruptura de suas relações diplomáticas "a partir desta data", por decisão de Correa.
A Chancelaria, segundo uma nota oficial, convocou nesta segunda Héctor Arenas Neira, ministro conselheiro da embaixada da Colômbia em Quito, para notificá-lo de que "o governo do Equador decidiu romper relações diplomáticas com o Executivo da Colômbia".
"A decisão foi adotada frente à evidente violação da soberania nacional e da integridade territorial do Equador", no ataque realizado no sábado passado por militares colombianos contra um acampamento das Farc, segundo o documento.
Também se deve "às muito graves acusações contidas no comunicado divulgado nesta data pela Presidência da Colômbia --que insinua acordos entre as Farc e o governo do Equador--, assim como pelas declarações cínicas e temerárias do general Oscar Naranjo, diretor da Polícia Nacional da Colômbia", acrescentou o texto.
A Chancelaria "dispôs o retorno a Quito dos funcionários diplomáticos da embaixada do Equador" na Colômbia e o Consulado Geral do Equador em Bogotá "assumirá a proteção dos interesses da República do Equador, assim como dos interesses de seus nacionais nesse país", encerra o texto.
No ataque militar colombiano a território equatoriano morreram 17 guerrilheiros das Farc, entre eles o número dois porta-voz internacional da guerrilha, Raúl Reyes, além de um militar colombiano, e ficaram feridas três guerrilheiras.
As rebeldes, duas colombianas e uma mexicana, se recuperam no Hospital Militar de Quito.
Antes da ruptura das relações, Correa tinha retirado o embaixador do Equador em Bogotá, Francisco Suéscum, e expulsou o da Colômbia em Quito, Carlos Holguín.
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