Mundo
04/03/2008 - 07h20

Hillary Clinton luta contra o tempo para vencer em Ohio e no Texas

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TERESA BOUZA
da Efe, em Washington

A pré-candidata democrata à Presidência dos EUA Hillary Clinton faz nesta terça-feira um esforço de última hora nos Estados do Texas e de Ohio, dois dos quatro que realizarão prévias hoje, e nos quais a senadora por Nova York terá seu destino político definido.

As pesquisas mais recentes indicam que o sucesso da pré-candidatura de Hillary está por um fio, diante da migração de eleitores que a apoiavam para o eleitorado de seu concorrente, Barack Obama, senador por Illinois.

Nestes últimos estudos, a ex-primeira-dama aparece ligeiramente à frente ou empatada com Obama em Ohio. Já no Texas, o senador tem uma pequena vantagem.

Os dois Estados, que realizam primárias junto com Vermont e Rhode Island, enviarão mais de 300 delegados à convenção do Partido Democrata na cidade de Denver, no Colorado, em agosto.

Uma derrota ou uma vitória apertada nas prévias de hoje impediria Hillary, que já está atrás de Obama, de alcançar os 2.025 delegados necessários para obter a candidatura presidencial democrata.

Segundo a última apuração da rede de televisão americana "CNN", Obama já tem 1.378 delegados, frente a 1.269 de Hillary.

Tecnicamente, a ex-primeira-dama poderia continuar na briga, com a esperança de que a repartição proporcional de delegados existente nas prévias democratas impeça o seu concorrente de obter o "número mágico", para assim forçar a realização de uma convenção aberta.

Caso a disputa democrata chegue a esse ponto, seriam os quase 800 superdelegados do partido, funcionários eleitos ou nomeados pela legenda, os responsáveis pela palavra final.

Entretanto, a pressão para evitar essa situação é cada vez maior, principalmente pelo fato de que o pré-candidato republicano John McCain pode conseguir a candidatura da legenda hoje, ao obter os 1.191 delegados necessários para tanto.

Os assessores de Hillary deixaram transparecer que, caso Obama não vença as próximas quatro prévias, isso pode ser um sinal de mudança de posição dos eleitores e um motivo para que a senadora continue na disputa pelo menos até o próximo confronto importante, no dia 22 de abril, na Pensilvânia.

No entanto, influentes membros do cenário político como o governador do Novo México, o democrata Bill Richardson, ex-pré-candidato presidencial do partido, insistem em que chegou a hora da verdade.

"Qualquer um que tenha um maior número de delegados depois da terça-feira, uma clara vantagem, deverá ser o candidato", afirmou Richardson no domingo, acrescentando que os democratas deveriam se preparar para uma disputa "muito dura" contra McCain.

Com esse pano de fundo, Hillary e Obama destinaram as últimas horas a fazerem ataques mútuos.

A ex-primeira-dama disparou contra o ponto forte do senador, sua oratória, ao argumentar que seu rival não oferece muito mais do que eloqüência.

"Para algumas pessoas, estas eleições são sobre sentimentos e discursos. Para mim, são sobre a busca de soluções", disse Hillary em um comício no fim de semana em Ohio.

Obama, por sua vez, lembrou em seus últimos atos que sua adversária havia aprovado a guerra no Iraque, à qual ele se opôs desde o início.

Especialistas consultados pela agência de notícias Efe disseram que surpresas podem ocorrer nesta terça-feira, diante do elevado número de eleitores indecisos e da possibilidade de uma alta participação de independentes --os que não são declaradamente democratas nem republicanos-- e jovens, um fator que as pesquisas não abordam.

Sean Theriault, professor da Universidade do Texas na cidade de Austin, lembrou que os pesquisadores conversam apenas com eleitores que participaram de pleitos anteriores e que têm telefone fixo. Isso exclui muitos jovens que só usam celulares e que irão pela primeira vez às urnas hoje.

"As pesquisas têm subestimado o apoio a Obama. Acho que ele ganhará no Texas e conseguirá a candidatura [democrata]", disse Theriault.

David Goldberg, da Universidade Estadual de Ohio, considerou que os eleitores independentes podem ajudar Obama no estado.

Andrew Hayes, outro especialista da mesma universidade, declarou que a maior parte das pesquisas dá a Hillary uma vantagem de entre 5% e 10% em Ohio, mas explica que "tudo depende da participação eleitoral".

"A maioria das pessoas acredita que os negros e os jovens se inclinam claramente por Barack Obama, e se esses grupos votarem em números maiores do que o esperado, podem derrubar a vantagem de Hillary", destacou Hayes.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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