Mundo
04/03/2008 - 07h32

Hillary e Obama defendem ação da Colômbia, mas pedem calma

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da Efe, em Washington

Os pré-candidatos democratas à Casa Branca Hillary Clinton e Barack Obama defenderam nesta terça-feira as ações da Colômbia contra as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), mas pediram ao governo colombiano, bem como ao Equador e à Venezuela que resolvam suas diferenças pela via diplomática e diminuam as tensões na região.

Através de comunicados, Hillary e Obama pediram aos governos dos três países para que trabalhem de forma estreita para evitar uma escalada do conflito após a incursão militar colombiana em território equatoriano em uma operação militar promovida contra as Farc.

Hillary e Obama fizeram suas declarações antes que o governo do presidente equatoriano, Rafael Correa, decidisse romper as relações diplomáticas com a Colômbia por causa da operação.

No entanto, a senadora considerou que a ordem do presidente venezuelano, Hugo Chávez, de enviar dez batalhões para a fronteira com a Colômbia "é injustificada e perigosa", e defendeu a decisão do governo colombiano de combater grupos como as Farc.

Hillary disse que o presidente Chávez "está se colocando abertamente do lado de terroristas que ameaçam a democracia na Colômbia e a paz e segurança na região", ao apoiar e elogiar as Farc.

"Ao invés de criticar as ações da Colômbia no combate a grupos terroristas nas regiões fronteiriças, a Venezuela e o Equador devem trabalhar com seu vizinho para assegurar que seus territórios não sirvam de santuário a grupos terroristas", recomendou a senadora democrata por Nova York.

Obama destacou que o povo colombiano sofreu durante mais de quatro décadas "nas mãos de uma brutal insurgência terrorista, e o governo colombiano tem todo o direito de se defender" contra as Farc.

No entanto, o senador democrata por Illinois advertiu que a morte de Raúl Reyes na operação militar "não deve ser utilizada como pretexto para aumentar as tensões ou para ameaçar a estabilidade da região".

"Os presidentes da Colômbia, Equador, e Venezuela têm a responsabilidade de se assegurarem de que os fatos não redundem em uma espiral fora de controle, e que as disputas se resolvam pacificamente através da diplomacia ativa, com a ajuda de atores internacionais", afirmou Obama, sem dizer quem seriam esses mediadores.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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