Mundo
04/03/2008 - 20h29

Primárias no Texas e em Ohio podem ter participação recorde

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Colaboração para a Folha Online

Um grande número de eleitores forma filas nos postos de votação para as primárias em quatro Estados norte-americano nesta terça-feira. Funcionários eleitorais dizem esperar participação recorde em Ohio e no Texas, de acordo com a rede de TV americana CNN.

Mesmo com a chuva e as temperaturas baixas ao norte de Ohio e do mau tempo em diversas partes do Estado, a secretária do governo estadual Jennifer Brunner estima a participação de 52% dos eleitores registrados. À rede CNN, ela afirmou que este número é 15 pontos percentuais acima dos eleitores registradas nas primárias presidenciais de 2004.

Entretanto, em alguns Condados, muitos eleitores podem ter sido impedidos de votar devido às enchentes. Em Jefferson, no leste de Ohio, três locais de votação tiveram de ser deslocados.

Moradores do Condado que não conseguirem chegar aos seus colégios de votação pelo mau tempo têm a opção de irem até Steubenville, no escritório central do Condado, para registrar seus votos.

Analistas políticos dizem que a senadora Hillary Clinton tem de vencer as primárias em Ohio e Texas, estados que elegem grande número de delegados, para manter-se na disputa pela candidatura à presidência.

Em fevereiro, o ex-presidente dos EUA Bill Clinton admitiu que sua mulher precisaria ganhar nestes Estados para continuar a competição com o senador Barack Obama, após suas 11 vitórias consecutivas.

De acordo o analista político Bill Schneider, da CNN, no caso de uma vitória de Obama nestes dois grandes estados, Hillary não terá chances.

No entanto, chefes de campanha de Hillary questionam tal necessidade, dizendo que uma derrota de Obama em qualquer um dos Estados mostraria que os eleitores ainda têm dúvidas.

O chefe da campanha de Obama, David Pollute, qualificou a votação como a "última janela de oportunidade" para Hillary, ressaltando que a liderança que ela possuía no início das primárias "se dissipou" nos últimos 15 dias. No entanto, ele disse que a corrida não acabou.

Os dois democratas expressaram confiança em suas chances de vitória, mas admitiram que a disputa acirrada pode prolongar a definição do candidato até o próximo mês. Líderes do partido temem que isso possa prejudicar as chances do candidato nas eleições de novembro.

"Eu estou otimista com o dia de hoje", disse Hillary aos repórteres após visitar um posto eleitoral montado em uma escola em Houston (Texas). "Vamos aguardar e ver o que os eleitores decidiram, mas eu acho que tudo vai acabar bem", disse a senadora por Nova York.

Em entrevista à rede CNN nesta manhã, o chefe da campanha de Hillary, Terry McAuliffe, mostrou-se confiante na vitória da senadora neste dois grandes estados. "Há alguns temas principais: a segurança nacional e as questões da economia. Estes são pontos fortes de Hillary. Ela esteve à frente nas discussões sovre estes assuntos", afirmou McAuliffe.

Delegados

As votações nos quatro Estados garantirão 370 delegados na convenção do partido em agosto. Um total de 2.025 são necessários para a nomeação.

Segundo a agência de notícias Associated Press, Obama --que pode se tornar o primeiro presidente negro da história dos EUA-- possui 1.378 delegados, contra 1.269 de Hillary.

Cerca de 600 delegados ainda estão em jogo em votações que ocorrerão depois desta terça-feira --a primeira delas o caucus que acontece em Wyoming no final de semana, e a primária no Mississippi em 11 de março. A Pensilvânia é o último grande Estado que ainda não votou, e deve garantir 158 delegados para a convenção nas primárias de 22 de abril.

Pesquisa

Pesquisa da Zogby International, Reuters/C-SPAN e do jornal "The Houston Chronicle", divulgada nesta terça-feira, mostrou que Hillary está empatada com Obama no Estado, cada um com 44% das intenções de voto.

Já no Texas, Hillary lidera com 47% da preferência do eleitorado, contra 44% de Obama.

A pesquisa, segundo a Zogby, indicou ainda que a declaração de apoio é frágil, e pode mudar nos últimos momentos. "A disputa histórica entre a primeira mulher e o primeiro afro-americano com chances reais de vitória em uma escolha partidária para a Presidência tem sido acirrada tanto no Texas como em Ohio", diz o instituto de pesquisa.

"Em Ohio (..) Parece que uma combinação das questões levantadas sobre a capacidade de Obama liderar as Forças Armadas, sua posição sobre o Nafta [Acordo de Livre-Comércio da América do Norte] e sobre ética tiraram alguns pontos de seu apoio", disse o pesquisador John Zogby.

Republicanos

Republicanos também concorrem nas mesmas quatro primárias nesta terça-feira, com a expectativa de que o favorito John McCain consiga garantir a nomeação do partido.

McCain já possui 1.047 delegados --faltando apenas 144 para chegar aos 1.191 necessários para garantir a nomeação na convenção de setembro em St. Paul, Minnesota. Seu rival, Mike Huckabee, está bem atrás, com 247 delegados.

Um total de 256 delegados republicanos estão em jogo nesta terça-feira.

McCain e Huckabee também fizeram campanha no Texas, apesar do interesse estar mais em torno das votações democratas.

Huckabee, que é ex-pastor batista e ex-governador do Arkansas, diz acreditar que uma surpresa ainda pode impedir que McCain garanta a nomeação.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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