Mundo
04/03/2008 - 23h10

McCain vence no Texas e garante nomeação republicana à Casa Branca

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da Folha Online

O senador pelo Arizona John McCain venceu a primária do Partido Republicano no Estado do Texas nesta terça-feira, conseguindo o número de delegados suficiente para se tornar o candidato republicano à Presidência dos EUA, ao somar 1.195 delegados, segundo a rede de TV CNN. Para receber a nomeação da legenda, McCain precisava atingir a marca dos 1.191 delegados.

Após vencer em Vermont e Ohio, McCain levou a melhor na disputa no Texas e em seguida ganhou a primária em Rhode Island, saindo vitorioso de todas as primárias desta terça, segundo projeções da CNN. McCain chegou às disputas desta terça com 1.047 delegados. Com as três vitórias, o senador pelo Arizona e veterano da Guerra do Vietnã conseguiu 1.195 delegados, ultrapassando o mínimo necessário para conseguir a nomeação do Partido.

Apesar de ultrapassar a marca dos 1.191 delegados, os republicanos não irão nomear McCain oficialmente antes do início de setembro, quando o partido realiza sua convenção nacional em Minneapolis-St. Paul.

Porém, sua campanha para as eleições gerais já começou apesar de os democratas ainda não terem decidido seu candidato. Os senadores Barack Obama e Hillary Clinton continuam disputando a nomeação do Partido Democrata.

"A grande batalha está por vir", disse McCain, sobre a eleição presidencial.

Após várias vitórias pelo país, McCain chegou a esta terça precisando de apenas 144 delegados. O veterano de guerra levou todos os 17 delegados em jogo em Vermont, ao menos 69 no Texas, 58 em Ohio e nove em Rhode Island, de acordo com a Associated Press.

McCain também recebeu o apoio de 30 líderes do partido que participarão da convenção nacional como delegados não eleitos.

Antes de atingir o número de delegados necessários para garantir a nomeação, a campanha de McCain já havia preparado um banner com o número "1.191", colocado no salão do hotel em Dallas, Texas, onde o republicano irá fazer seu discurso nesta terça.

Democratas

Obama, venceu a disputa democrata em Vermont, e Hillary ganhou a prévia de Rhode Island. Os dois pré-candidatos disputam voto a voto as primárias no Estado de Ohio. As votações terminaram às 19h30 (21h30 de Brasília).

De acordo com as projeções da rede de TV americana CNN, Obama aparece como candidato favorito entre os eleitores mais jovens, enquanto os mais velhos são favoráveis à senadora Hillary. Entre os eleitores das primárias democratas de 17 a 29 anos, 65% votaram em Obama, e 34% em Hillary. 67% dos eleitores maiores de 60 anos votam em Clinton, enquanto Obama agrega apenas 31% do eleitorado.

Texas

No Texas, a senadora Hillary Clinton mantém uma vantagem de dois para um sobre o senador por Illinois Barack Obama entre os eleitores hispânicos. Entre o eleitorado negro, Obama tem uma vitória esmagadora nas primárias do Estado, segundo pesquisa de boca-de-urna da rede de TV americana CNN.

Conforme informaram os eleitores na saída dos colégios eleitorais, 83% dos negros votaram em Obama enquanto apenas 16% apóiam a senadora Hillary. A mesma pesquisa projeta 64% de votos entre os hispânicos para a senadora de Nova York, e 32% para Obama.

Vermont

No Estado de Vermont, com votações encerradas, o senador Obama venceu a primária desta terça, segundo projeções da CNN.

Com a vitória, Obama fica mais próximo da nomeação do Partido Democrata para a candidatura às eleições de novembro, depois das outras 11 vitórias consecutivas sobre sua rival, a senadora por Nova York Hillary Clinton.

Segundo analistas, Hillary precisa vencer as votações desta terça-feira nos dois principais Estados, Ohio e Texas, para manter-se viva na disputa com Obama pela candidatura. A vitória em Rhode Island não tem grande valor dado o pequeno número de delegados em jogo no Estado. No entanto, ao vencer no Estado, Hillary conseguiu frear a seqüencia de vitórias de Obama.

Com Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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