Mundo
05/03/2008 - 03h37

McCain garante nomeação republicana; Hillary vence no Texas e Ohio

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da Folha Online

O senador pelo Arizona John McCain conseguiu a nomeação presidencial na terça-feira (4) com quatro vitórias que fizeram seu rival, o ex-governador de Arkansas, Mike Huckabee, desistir da corrida. Do lado democrata, Hillary Clinton venceu seu rival, Barack Obama, no Texas, Ohio e Rhode Island, sendo as duas primeiras consideradas vitais para a ex-primeira-dama manter-se na disputa pela candidatura à Presidência.

As vitórias quatro vitórias de McCain --em Vermont, Ohio, Texas e Rhode Island-- garantiram ao senador pelo Arizona número superior aos 1.191 delegados necessários para levar a nomeação. Segundo a CNN, com as vitórias desta terça, o veterano da Guerra do Vietnã conseguiu atingir a marca de 1.205 delegados. O presidente George W. Bush deve apoiar a candidatura de McCain na Casa Branca amanhã.

"Estou muito satisfeito de perceber, meus amigos, que conseguimos ganhar o número suficiente de delegados para dizer com confiança, humildade e um senso de grande responsabilidade que serei o nomeado republicano à Presidência dos Estados Unidos", disse o republicano a simpatizantes em Dallas, Texas.

"A disputa começa esta noite", afirmou, já fazendo um discurso voltado para a campanha presidencial. Em ataques indiretos aos democratas, McCain falou sobre as guerras do Iraque e do Afeganistão, economia e o sistema de saúde dos EUA.

"Defenderei a decisão de destruir o regime de Saddam Hussein [ditador iraquiano deposto pelos EUA em 2003]", disse o republicano. Os pré-candidatos democratas Hillary Clinton e Barack Obama defendem a retirada das tropas do Iraque, proposta criticada por McCain. "Os EUA sabem que o próximo presidente não pode refazer essa decisão, nós estamos no Iraque."

Apesar de ultrapassar a marca dos 1.191 delegados, os republicanos não irão nomear McCain oficialmente antes do início de setembro, quando o partido realiza sua convenção nacional em Minneapolis-St. Paul.

Após várias vitórias pelo país, McCain chegou a esta terça precisando de apenas 144 delegados. O veterano de guerra levou todos os 17 delegados em jogo em Vermont, ao menos 69 no Texas, 58 em Ohio e nove em Rhode Island, de acordo com a Associated Press.

Democratas

Hillary venceu a primária no Estado do Texas em uma acirrada disputa com seu rival, Barack Obama, segundo projeções da rede CNN. O resultado do Texas deu à ex-primeira-dama sua terceira vitória nas votações realizadas na terça, após vencer as disputas de Rhode Island e Ohio.

Com 75% das urnas apuradas, Hillary obteve 51% dos votos texanos, enquanto Obama conseguiu 48%. As vitórias da ex-primeira-dama no Texas e em Ohio eram vistas como vitais para para Hillary manter-se na disputa pela candidatura à Presidência. Dos 370 delegados democratas em jogo na terça, 334 serão garantidos pelos dois Estados

Até a terça, Obama havia conseguido 11 vitórias consecutivas, chegando à décima segunda ao ganhar em Vermont. No entanto, Hillary interrompeu a seqüencia de Obama ao ganhar em Rhode Island.

"Para todos aqueles que tropeçaram mas depois se levantaram, e para todos aqueles que trabalham e nunca desistem, essa é para vocês", disse a ex-primeira-dama após ter a primeira vitória importante da noite, em Ohio.

De acordo com a rede CNN, Obama tem até o momento 1.424 delegados, enquanto Hillary conseguiu 1.341. Um dos dois pré-candidatos precisa atingir no mínimo 2.025 delegados para garantir a nomeação do partido.

"Sabemos o seguinte: não importa o que acontecer nesta noite (de terça-feira), teremos praticamente a mesma liderança em número de delegados que tínhamos nesta manhã e estamos no nosso caminho para garantir essa nomeação", disse Obama a simpatizantes em San Antonio, no Texas, após ter ver sua seqüência de vitórias ser interrompida por Hillary.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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