Mundo
05/03/2008 - 11h17

Hillary cogita chapa presidencial conjunta com Obama

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da Folha Online

A senadora pelo Estado de Nova York e pré-candidata democrata à Presidência dos EUA, Hillary Rodham Clinton, já admite que poderia ter como seu vice na chapa do partido o seu rival na disputa pela nomeação e senador por Illinois, Barack Obama.

Questionada na manhã desta quarta-feira no programa "The Early Show", da rede americana de TV CBS, se ela e Obama poderiam estar na mesma chapa, Hillary respondeu: "Pode ser que seja para isso que estamos caminhando, mas, é claro, temos de decidir quem estará no topo da chapa". "E eu acho que o povo de Ohio deixou bem claro que essa pessoa deve ser eu", disse Hillary.

Reprodução
Hillary cogitou, no "The Early Show", da rede de TV CBS, que Obama poderia ser vice em sua chapa à Presidência
Hillary cogitou, no "The Early Show", da rede de TV CBS, que Obama poderia ser vice em sua chapa à Presidência

Ontem, Hillary derrotou Obama em duas prévias-chave, no Texas e em Ohio. Com as vitórias --as primeiras depois de 11 derrotas seguidas contra Obama--, ela continua na corrida pela nomeação do partido.

Apesar das vitórias, no entanto, aliados de Obama disseram que, dada a diferença no número de delegados entre os dois pré-candidatos, e o modo como o Partido Democrata distribui os delegados em cada Estado, não haveria para ela mais chance de alcançar o senador nas primárias que ainda restam.

"Não importa o que aconteça nesta noite, temos praticamente a mesma dianteira em [número de] delegados que tínhamos nesta manhã, e estamos a caminho de obter a nomeação", disse Obama ontem à noite.

Hillary, no entanto, disse que a vitória em Ohio é uma indicação de como seria seu desempenho em uma eleição; seus auxiliares de campanha disseram que suas vitórias de ontem são um ponto de virada na disputa pela nomeação.

"Os americanos não precisam de mais promessas. Eles já tiveram discursos demais. Eles merecem soluções (...) Juntos, transformaremos promessas em ação, palavras em soluções e esperança em realidade", afirmou a senadora.

Mesmo sem ser ainda o candidato republicano oficial, McCain recebeu ontem uma ligação de Obama, que o cumprimentou pelas vitórias nas primárias e disse estar ansioso para concorrer com ele na disputa presidencial. Hillary fez o mesmo, em um discurso.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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