OEA declara violação da soberania do Equador, mas não condena Colômbia
da Folha Online
O Conselho Permanente da OEA aprovou por unanimidade uma resolução acordada pelo Equador e pela Colômbia estabelecendo que a ação militar colombiana no último sábado (1º) em território equatoriano "constitui em uma violação da soberania" do Equador, mas não condenou a Colômbia, segundo texto aprovado nesta quarta-feira.
O Exército colombiano bombardeou no sábado (1º) um acampamento das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) em território equatoriano, matando o número dois da guerrilha, Raul Reyes e desencadeando uma crise entre os dois países, na qual a Venezuela também se envolveu. Além de Reyes, outros 16 guerrilheiros das Farc morreram no ataque, a cerca de 1,8 km da fronteira com a Colômbia.
Veja imagens do Equador gravadas após ataque contra as Farc (conteúdo com cenas fortes).
No entanto, o órgão deixou a cargo de uma reunião de chanceleres da América do Sul as "recomendações" para solucionar a crise entre a Colômbia e o Equador.
O consenso entre os dois países foi alcançado após "14 horas de negociações", segundo o embaixador do Panamá na OEA, Arístides Royo, que liderou o grupo de trabalho que conseguiu um acordo sobre a resolução. A chanceler do Equador, María Isabel Salvador, assim como o embaixador da Colômbia, Camilo Ospina, se mostraram satisfeitos com o consenso alcançado, aprovado pelos 34 países membros sob aplausos.
O países americanos reconheceram que "o feito ocorrido constitui uma violação da soberania e da integridade territorial do Equador e dos princípios do direito internacional." O Conselho Permanente decidiu "reafirmar o princípio de que o território de um Estado é inviolável e não pode ser objeto de ocupação militar nem de outras medidas de força tomadas por outro Estado, direta ou indiretamente, qualquer que seja o motivo, mesmo temporária."
O órgão irá "constituir uma comissão liderada pelo secretário-geral (da OEA, José Miguel Insulza)", que irá "visitar os dois países recorrendo os lugares que as partes lhe indiquem" e levará "o informe correspondente (às visitas) à Reunião de Consulta dos Ministros de Relações Exteriores."
A Comissão também poderá propor "fórmulas de aproximação das duas nações". A reunião de consulta dos chanceleres das Américas será realizada no dia 17 de março em Washington, para que "examinem os feitos e formulem as recomendações pertinentes".
"Me sinto profundamente satisfeita, porque em todas as intervenções (do representantes do países) se manifestou a solidariedade com o Equador e o rechaço profundo com a incursão das Forças Armadas da Colômbia em território equatoriano", disse Salavador
Na terça-feira, a maioria dos países que fizeram discursos no Conselho Permanente condenaram à ação colombiana, com exceção dos EUA, que apoiou Bogotá.
Número dois
As Farc anunciaram na terça-feira que Joaquín Gómez, 61, um engenheiro formado na extinta União Soviética, assumirá o lugar de Raúl Reyes na cúpula da organização.
Gómez, que na verdade se chama Milton de Jesús Toncel, já integrava o secretariado das Farc e era o comandante do Bloco Sul do grupo, que atua nos departamentos colombianos na fronteira com Equador e Peru.
Gómez é identificado pelos Estados Unidos como responsável pelas operações de narcotráfico das Farc, o grupo armado marxista mais antigo e numeroso da América Latina, com cerca de 17 mil integrantes --ou 8.000, segundo Bogotá. Washington oferece uma recompensa de US$ 2,5 milhões por ele.
Gómez entrou para a guerrilha nos anos 1980, depois de lecionar por vários anos como professor na Universidade do Amazonas, no departamento de Caquetá.
Após a morte de Reyes, o secretariado das Farc, fundada em 1964, passou a ter seis membros, incluindo Gómez: o líder do grupo Manuel Marulanda (conhecido como "Tirofijo"), o responsável pelo Movimento Bolivariano, Guillermo León Sáenz ("Alfonso Cano"); o quinto homem no comando, Rodrigo Londoño Echeverri ("Timoleón Jiminez"), o chefe militar das Farc, Jorge Briceño Suárez ("Mono Jojoy"), e o líder do bloco noroeste, Luciano Marín Arango ("Iván Márquez").
Com France Presse e Efe
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Especial


Minha nossa além de sustentar toda essa turma, ainda me arrumam estrangeiros sobre minhas costas, o povo não aguenta tanta desfasatez
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