Mundo
05/03/2008 - 18h40

Democrata Barack Obama diz ser o mais indicado para vencer McCain

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Colaboração para a Folha Online

O senador por Illinois Barack Obama questionou nesta quarta-feira o discurso da senadora Hillary Clinton dizendo que ela seria a melhor indicada para bater o pré-candidato republicano John McCain em uma disputa pela Presidência dos EUA, de acordo com a rede americana CNN.

Alex Brandon/AP
Democratic presidential hopeful, Sen. Barack Obama D-Ill., speaks to the media on the plane in San Antonio, Texas, Wednesday, March 5, 2008.(AP Photo/Alex Brandon)
O pré-candidato Barack Obama fala a jornalistas no avião em San Antonio (Texas)

"Se ela sugeriu que conseguirá resultados melhores do que os meus e é melhor capacitada para enfrentar os ataques republicanos, acredito que está é uma promessa que deve ser colocada à prova", declarou o senador Obama a repórteres.

A discussão sobre qual dos candidatos tem maiores chances de vencer McCain deve dominar a corrida democrata nas próximas semanas, até a próxima importante disputa que acontece na Pensilvânia, no dia 22 de abril.

A batalha entre os candidatos democratas tomou novo fôlego após a vitória da senadora nas primárias de dois grandes Estados na terça-feira (4) -- Ohio e Texas --, além de Rhode Island. Com 1.424 delegados, segundo informações da CNN, Hillary diminuiu em 13 delegados a diferença para seu opositor.

Após a vitória no Estado de Vermont e com o resultado nos outros três Estados, Obama soma 1.520 delegados, entre eles 199 superdelegados. Um dos dois pré-candidatos precisa atingir no mínimo 2.025 delegados para garantir a nomeação do partido.

No Estado do Texas, 39% dos votos no caucus haviam sido apurados até às 18h (horário de Brasília) e Obama lidera com 56% dos votos, enquanto Hillary tem 44%.

Na noite de terça, ao deixar a cidade de San Antonio, o senador Obama deixou entender que a disputa seja decidida entre os superdelegados. "Eu não acredito que será necessário chegarmos à convenção (para decidirmos o candidato)", afirmou Obama.

Mais de 350 superdelegados ainda devem decidir seu voto na convenção do partido democrata em agosto.

Próximas disputas

No calendário democrata, a próxima disputa significativa depois de abril ocorrerá no dia 6 de maio, com as primárias nos Estados de Indiana (com a disputa por 84 delegados) e da Carolina do Norte (134 delegados). No dia 3 do mesmo mês deve ocorrer uma votação na ilha de Guam (dependência dos EUA no oceano Pacífico), que garantirá apenas 9 delegados.

Ainda em maio, no dia 13, ocorre a primária no Estado da Virgínia Ocidental, com 39 delegados em jogo, e no dia 20, nos Estados do Kentucky (60 delegados) e Oregon (65 delegados).

Em junho ocorrem primárias em Montana, no dia 3, para a disputa de 24 delegados, e em Dakota do Sul, com 23 delegados; no dia 7 ocorre um caucus em Porto Rico, para a disputa de 63 delegados.

Após as votações de ontem, a expectativa, segundo analistas, é que os dois pré-candidatos intensifiquem suas campanhas de captação de recursos para custear uma nova rodada de anúncios e propaganda, a fim de conquistar eleitores.

Com informações da Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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