Correa pede condenação "contundente" à agressão da Colômbia
da Folha Online
O presidente do Equador, Rafael Correa, pediu nesta quarta-feira (5) à comunidade internacional uma "condenação contundente" à agressão da Colômbia contra a soberania de seu país.
Recebido em Caracas pelo venezuelano Hugo Chávez, Correa admitiu que a resolução adotada nesta quarta no Conselho Permanente da OEA (Organização dos Estados Americanos) foi um "primeiro passo importante à frente", e agradeceu o organismo por sua decisão.
"Bem-vinda a comissão de verificação (...) e agora vamos a esta Assembléia (de chanceleres) para uma condenação contundente, porque se não recebermos estas satisfações, saberemos exigi-las por nossos próprios meios e a OEA e a comunidade internacional, por seu silêncio e omissão, terão sido culpadas", disse Correa.
Nesta quarta, a OEA classificou a ação militar colombiana no último sábado (1º) em território equatoriano como "uma violação da soberania" do Equador. A resolução, no entanto, não condenou a Colômbia.
O Exército colombiano bombardeou no sábado um acampamento das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) em território equatoriano, matando o número dois da guerrilha, Raul Reyes, e desencadeando uma crise entre os dois países, na qual a Venezuela também se envolveu.
Além de Reyes, outros 16 guerrilheiros das Farc morreram no ataque, a cerca de 1,8 km da fronteira com a Colômbia.
No domingo, Quito e Caracas mandaram tropas às suas respectivas fronteiras com a Colômbia e fizeram fortes ataques contra o presidente Álvaro Uribe. Bogotá, com base em documentos apreendidos no local do ataque, passou a fazer uma série de acusações aos dois países no início da semana, que fizeram com que Correa rompesse relações diplomáticas com a Colômbia.
Reunião
Os chanceleres da OEA se reunirão para debater a crise entre Equador e Colômbia no dia 17 de março, em Washington.
Correa disse que estão se "esgotando todos os meios diplomáticos, todos os meios pacíficos e mecanismos internacionais para a solução deste conflito, porque não permitiremos que o agressor de nossa soberania fique impune".
Chávez afirmou que "o Equador contará com nosso incondicional apoio, em qualquer circunstância".
Colômbia e Equador acataram um consenso, alcançado após "14 horas de negociações", segundo o embaixador do Panamá na OEA, Arístides Royo. A decisão foi aprovada pelos 34 países membros sob aplausos.
O órgão irá criar uma comissão liderada pelo secretário-geral (da OEA, José Miguel Insulza), encarregada de "visitar os dois países indo aos os lugares que as partes lhe indiquem" e levará "o informe correspondente (às visitas) à Reunião de Consulta dos Ministros de Relações Exteriores."
A Comissão também poderá propor "fórmulas de aproximação das duas nações".
Com Efe e France Presse
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Minha nossa além de sustentar toda essa turma, ainda me arrumam estrangeiros sobre minhas costas, o povo não aguenta tanta desfasatez
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