Mundo
06/03/2008 - 08h28

Em meio à crise, Chávez ameaça nacionalizar empresas colombianas

da Folha Online

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou que a crise diplomática com a Colômbia pode afetar o comércio bilateral e insinuou que poderia nacionalizar empresas colombianas no país.

"Vamos fazer o mapa das empresas colombianas na Venezuela. Poderíamos nacionalizá-las (...) e as que temos lá na Colômbia teremos de vendê-las", disse.

Alfonso Ocando/Efe
CAR-13- CARACAS (VENEZUELA), 05/03/08.- El presidente de Ecuador, Rafael Correa (d), saluda a su homólogo de Venezuela, Hugo Chávez (i), hoy, 5 de marzo de 2008, en el Palacio de Miraflores en Caracas (Venezuela), a donde llegó para tratar la crisis diplomática con Colombia y sobre la resolución de la Organización de Estados Americanos (OEA) donde declaró que Colombia "violó la soberanía e integridad territorial" de Ecuador con una operación militar el sábado, en la que fue abatido un importante jefe de la guerrilla colombiana de las FARC. EFE/ Alfonso Ocando/PRENSA MIRAFLORES/SOLO USO EDITORIAL
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez (à esq.), recebe o presidente equatoriano, Rafael Correa (à dir.), em Caracas

"Tudo o que pudemos alcançar, chegamos a US$ 6 bilhões de intercâmbio comercial, veio abaixo", afirmou em entrevista coletiva após uma reunião com o presidente equatoriano, Rafael Correa.

Chávez disse que a Venezuela prepara medidas para evitar que a crise diplomática, provocada pela operação de tropas colombianas no Equador para atacar as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), afete as economias de Caracas e Quito.

"Façamos um convênio comercial porque não podemos depender nem de um grão de arroz da Colômbia", propôs Chávez a Correa, que chegou a Caracas na noite desta quarta-feira, na terceira etapa de uma viagem por vários países latino-americanos para buscar apoio.

"Crime de guerra"

Chávez também afirmou que a ofensiva militar da Colômbia que matou ao menos 17 guerrilheiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) em território equatoriano foi um "crime de guerra".

Chávez, que recebeu nesta quarta-feira o presidente do Equador, Rafael Correa, ressaltou o apoio ao governo de Quito e disse que o país "contará com nosso incondicional apoio, em qualquer circunstância".

OEA

Nesta quarta, a OEA (Organização dos Estados Americanos) classificou a ação militar colombiana no último sábado (1º) em território equatoriano como "uma violação da soberania" do Equador.

Segundo o presidente do Equador, a resolução da OEA foi um "primeiro passo importante à frente", mas não foi suficiente.

A Colômbia afirmou que o texto da resolução não inclui uma condenação explícita ao governo do presidente Álvaro Uribe por violar a soberania do Equador.

O documento estabelece também a criação de uma comissão formada por quatro embaixadores ainda não designados, para visitar ambos os países, colher dados e produzir um relatório à reunião de consulta de chanceleres com propostas de aproximação entre as duas partes.

Compromisso

O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, se comprometeu "a não repetir" uma operação como a que matou no sábado passado o guerrilheiro considerado número dois das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), Raúl Reyes.

Em reunião na noite desta quarta-feira no Palácio de Nariño, sede da Presidência, com diretores de meios de comunicação colombianos e agências e correspondentes estrangeiros, Uribe voltou a assumir "toda a responsabilidade" pela operação militar em território equatoriano.

Uribe negou que a morte de Raúl Reyes pudesse prejudicar um possível acordo humanitário para libertar os seqüestrados das Farc em troca de guerrilheiros presos. "Raúl Reyes era um obstáculo para o acordo humanitário e para negociar a paz", afirmou.

Crise

A crise entre Equador, Colômbia e Venezuela teve início no último sábado, após um ataque colombiano contra uma base das Farc em território do Equador. A ação matou o número dois das Farc, Raúl Reyes, e outros guerrilheiros. No último domingo, Chávez ordenou o fechamento da embaixada venezuelana em Bogotá e enviou reforços militares à fronteira. O Equador rompeu relações diplomáticas com a Colômbia.

Com France Presse e Efe

Comentários dos leitores
Rui Ruz Caputi Caputi (437) 02/06/2008 21h47
Rui Ruz Caputi Caputi (437) 02/06/2008 21h47
CARAPICUIBA / SP
Quero ouvir e ver uma boa explicação sobre a contratação com meu dinheiro pago atravez de meus impostos, da esposa do guerrilheiro a Sra Slongo no ministerio da pesca.
Minha nossa além de sustentar toda essa turma, ainda me arrumam estrangeiros sobre minhas costas, o povo não aguenta tanta desfasatez
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Serra calado é REI!!!
Tó fora...
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Estes tucanos são sem sobra de duvidas uns cara de pau com cupim... E a mídia conservadora dando destaque pra esta galera que estão sendo procurados até na suiça e frança isso sim é babado... E a josé serra vem com o papo que é eleitoreiro...!!! Agora até a frança e a suiça são PETISTAS... Se bem que o povo francês quando cismam são bem parecidos com os PETISTAS do Brasil... vão para as ruas e defendem seus interesses sociais... As conquistas, agora já a turma dos demos e p$db é sujo muito sujo e se for levantado o tapete vai sobrar pra mídia conservadora, pra banqueiros, doleiros, sonegadores, traficantes, polícia, prefeituras, estados e vai respingar não vai lambuzar o serra, alkcmim, aécio, yeda, arthur, agripino, fortes, acm junior e a legião menor da base do p$db/demo... sem opinião
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