Em meio à crise, Chávez ameaça nacionalizar empresas colombianas
da Folha Online
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou que a crise diplomática com a Colômbia pode afetar o comércio bilateral e insinuou que poderia nacionalizar empresas colombianas no país.
"Vamos fazer o mapa das empresas colombianas na Venezuela. Poderíamos nacionalizá-las (...) e as que temos lá na Colômbia teremos de vendê-las", disse.
| Alfonso Ocando/Efe |
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| O presidente da Venezuela, Hugo Chávez (à esq.), recebe o presidente equatoriano, Rafael Correa (à dir.), em Caracas |
"Tudo o que pudemos alcançar, chegamos a US$ 6 bilhões de intercâmbio comercial, veio abaixo", afirmou em entrevista coletiva após uma reunião com o presidente equatoriano, Rafael Correa.
Chávez disse que a Venezuela prepara medidas para evitar que a crise diplomática, provocada pela operação de tropas colombianas no Equador para atacar as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), afete as economias de Caracas e Quito.
"Façamos um convênio comercial porque não podemos depender nem de um grão de arroz da Colômbia", propôs Chávez a Correa, que chegou a Caracas na noite desta quarta-feira, na terceira etapa de uma viagem por vários países latino-americanos para buscar apoio.
"Crime de guerra"
Chávez também afirmou que a ofensiva militar da Colômbia que matou ao menos 17 guerrilheiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) em território equatoriano foi um "crime de guerra".
Chávez, que recebeu nesta quarta-feira o presidente do Equador, Rafael Correa, ressaltou o apoio ao governo de Quito e disse que o país "contará com nosso incondicional apoio, em qualquer circunstância".
OEA
Nesta quarta, a OEA (Organização dos Estados Americanos) classificou a ação militar colombiana no último sábado (1º) em território equatoriano como "uma violação da soberania" do Equador.
Segundo o presidente do Equador, a resolução da OEA foi um "primeiro passo importante à frente", mas não foi suficiente.
A Colômbia afirmou que o texto da resolução não inclui uma condenação explícita ao governo do presidente Álvaro Uribe por violar a soberania do Equador.
O documento estabelece também a criação de uma comissão formada por quatro embaixadores ainda não designados, para visitar ambos os países, colher dados e produzir um relatório à reunião de consulta de chanceleres com propostas de aproximação entre as duas partes.
Compromisso
O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, se comprometeu "a não repetir" uma operação como a que matou no sábado passado o guerrilheiro considerado número dois das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), Raúl Reyes.
Em reunião na noite desta quarta-feira no Palácio de Nariño, sede da Presidência, com diretores de meios de comunicação colombianos e agências e correspondentes estrangeiros, Uribe voltou a assumir "toda a responsabilidade" pela operação militar em território equatoriano.
Uribe negou que a morte de Raúl Reyes pudesse prejudicar um possível acordo humanitário para libertar os seqüestrados das Farc em troca de guerrilheiros presos. "Raúl Reyes era um obstáculo para o acordo humanitário e para negociar a paz", afirmou.
Crise
A crise entre Equador, Colômbia e Venezuela teve início no último sábado, após um ataque colombiano contra uma base das Farc em território do Equador. A ação matou o número dois das Farc, Raúl Reyes, e outros guerrilheiros. No último domingo, Chávez ordenou o fechamento da embaixada venezuelana em Bogotá e enviou reforços militares à fronteira. O Equador rompeu relações diplomáticas com a Colômbia.
Com France Presse e Efe
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Especial



Minha nossa além de sustentar toda essa turma, ainda me arrumam estrangeiros sobre minhas costas, o povo não aguenta tanta desfasatez
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