Mundo
06/03/2008 - 09h49

Vitórias de Hillary acirram a disputa pela candidatura democrata

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Colaboração para a Folha Online

Após as importantes vitórias da senadora Hillary Clinton nas primárias de Ohio, Texas e Rhode Island na noite de terça-feira (3), o senador Barack Obama segue na liderança na corrida pela candidatura democrata porém deixou para trás um momento em que acumulava 12 vitórias consecutivas.

O senador por Illinois conquistou o Estado de Vermont, responsável por apenas 15 delegados. No Texas, a apuração do caucus não terminou e a disputa está acirrada, desta votação deve sair a indicação de outros 67 delegados.

De acordo com a última contagem de delegados da rede CNN, Obama conta com 1.520 delegados, enquanto Clinton tem 1.424. Para alcançar a nomeação democrática, o candidato deve reunir 2.025 delegados.

Para chegar a este número, os dois senadores precisarão de conquistas substanciais na maior parte das votações restantes. Em caso contrário, a batalha será resolvida pelos cerca de 800 superdelegados na convenção nacional do partido, em agosto.

A próxima grande primária democrata acontece no dia 22 de abril, na Pensilvânia, com a escolha de 158 delegados. Antes ainda serão realizados os pleitos em Wyoming, no próximo sábado (8), e Mississipi, no dia (11), porém somente 58 representantes sairão dos dois Estados.

Equipes dos dois senadores estão trabalhando duro na campanha da Pensilvânia.

O Estado da Pensilvânia pode ser um campo fértil para Hillary. "É (um Estado) muito parecido com Ohio demograficamente. Assim como em Ohio, a senadora tem o apoio do governador Ed Rendell, politicamente muito ativo. Acredito que Obama terá um trabalho difícil pela frente aí", afirmou Mark Halperin, analista político para a revista "Time".

Superdelegados

Mais de 400 superdelegados já anunciaram publicamente suas preferências. Considerando as declarações, Hillary estaria na frente de Obama com 238 a 199 superdelegados.

A presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, afirmou nesta quarta-feira (5) que não é o momento para os superdelegados se envolverem na disputa.

"Ainda há muitos eleitores que ainda não foram ouvidos e acho que nossos dois candidatos são capazes de insuflar o eleitorado e nos deixar em uma situação vantajosa para novembro. Acredito que este não seja o momento de entrarmos em grandes disputas (internas)", sustentou Pelosi.

A democrata declarou estar confiantes de que o nome do candidato seja decidido antes da convenção democrata em agosto. Pelosi alega que a campanha prolongada do partido democrata pode ser uma boa oportunidade para "esclarecer as diferenças" entre democratas e republicanos sobre os principais temas de debate.

Republicanos

Com a vitória do senador John McCain nos quatro Estados disputados na terça, o partido republicano chegou ao nome de seu provável candidato. Neste momento, os pré-candidatos democratas têm de competir entre si e mostrar suas chances de vitória frente a McCain.

Na quarta, a senadora Hillary afirmou que pode competir de igual para igual com McCain no debate sobre questões de segurança nacional. "Quem votou há um mês ainda não sabia qual seria o candidato republicano. Talvez eles não tenham considerado que (a campanha presidencial) será sobre a segurança nacional, pois, contra o senador McCain, este será o assunto", comentou a senadora sobre as seqüência de 11 derrotas para Obama após a Superterça.

O senador por Illinois rebateu declarando ser o mais indicado para vencer o senador republicano. "Considero estar em uma melhor posição para confrontar os republicanos senão não estaria na corrida presidencial", afirmou Obama

Comentários dos leitores
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 1 opinião
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Marcello Sokal (59) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (59) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
11 opiniões
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Denis Rossanez (5) 03/02/2009 13h35
Denis Rossanez (5) 03/02/2009 13h35
Como diz Alex Lima.
Com certeza o Bresil esta carente de homens como Barack Obama na política e parar de se importar com sua opnião, mas da população em geral e aplicar medidas realmente eficazes para melhorar o país.
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