Mundo
06/03/2008 - 10h48

Veja repercussão da eleição dos EUA na imprensa internacional

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da Folha Online

A senadora por Nova York e pré-candidata democrata à Presidência dos EUA, Hillary Clinton, cogitou ontem, em uma entrevista no programa "The Early Show", da rede americana de TV CBS, a possibilidade de uma chapa conjunta com seu rival e senador por Illinois, Barack Obama, mas com ela no topo da chapa.

O senador republicano por Arizona, John McCain, recebeu o apoio do presidente americano, George W. Bush, e já prepara os primeiros passos de sua campanha à Presidência, depois de ter vencido as primárias do partido na terça-feira (4) nos quatro Estados onde foram realizadas --Ohio, Texas, Rhode Island e Vermont.

Veja a seguir a repercussão da corrida dos pré-candidatos à nomeação para disputar a eleição presidencial americana em novembro na imprensa internacional.

"Time" (EUA)
A corrida continua

Reprodução
Time
Time

Na sexta-feira antes de sua ressurreição, Hillary Clinton parecia exausta, esgotada. Ela compareceu a um funeral em Dallas, de um policial que morreu em um acidente de trânsito depois ter acompanhado o cortejo dela. Ela esteve em Waco, no Texas, pouco inspiradora diante de uma multidão pouco inspirada.

Então algo aconteceu. Olhando agora, parece que sua aparição no "Saturday Night Live" --e com uma reprise de um esquete de um debate-- pode ter mudado as coisas. Se não por outra razão, o programa tocou no ritmo brando que muitas das mulheres que apóiam Hillary experimentaram durante fevereiro, que foi de Obama --um sentimento de passar para o banco de trás.

Fora dos debates, surgiram as primeiras provas de que Obama é um político como qualquer outro. Sua associação com o empreiteiro suspeito de Chicago Antoin Rezko foi quase benigna se comparada ao passado e presente de Bill e Hillary, de aceitação de grandes somas em dinheiro para fazer palestras a grupos de negócios ou de interesse, mas a aura de suspeita de Rezko foi exibida praticam,ente todas as noites em todos os telejornais.

Há também a estranha posição de Obama quanto ao Nafta com relação aos canadenses, quando um dos principais conselheiros econômicos do pré-candidato garantiu ao vizinho dos EUA que a declaração anti-Nafta era apenas "manobra política", e não deveria ser levada a sério.

"MercoPress (Uruguai)"
McCain está pronto para enfrentar uma chapa Hillary-Obama ou Obama-Hillary

Reprodução
MercoPress
MercoPress

Encorajada pelas grandes vitórias nas primárias, Hillary Clinton cogitou ontem a possibilidade de dividir a chapa democrata à disputa pela Presidência dos EUA com Barack Obama. Mas Obama enfatizou que ainda tem a liderança em número de delegados.

Em uma noite que não conseguiu deixar clara a disputa entre os democratas, John McCain garantiu a nomeação republicana e ontem recebeu o apoio do presidente George W. Bush na Casa Branca.

Hillary venceu as primárias no Texas, em Ohio e em Rhode Island, interrompendo a seqüência de 11 vitórias de Obama, que dessa vez venceu apenas em Vermont.

Obama disse estar pronto para uma abordagem mais agressiva em sua disputa com Hillary e expressou frustração quanto ao que chamou de campanha "muito negativa" a que sua adversária tem dirigido contra ele nos últimos dias, o que pareceu ser um fator que contribuiu para seu mau desempenho.

"Telegraph" (Reino Unido)
A verdadeira luta entre Barack Obama e Hillary Clinton

Reprodução
Telegraph
Telegraph

Enquanto Hillary ressurgiu em Ohio e no Texas, ela falou de batalhas e golpes fulminantes. A linguagem não deveria surpreender ninguém.

Ela adquiriu essa resistência, ela disse, em um infância marcada pela avó intimidadora. "Eu aprendi que não há lugar para covardes", disse. "Nascemos sozinhos. Morremos sozinhos. No meio tempo, apenas acordamos todos os dias e seguimos adiante."

Clinton pode retardar a disputa com Obama até Denver e a convenção do partido em agosto. A menos que algum dos dois pisque, as disputas internas podem arrasar as chances dos democratas. John McCain, o candidato ungido entre os republicanos, pode levar a Casa Branca com esse jogo de soma-zero dos seus oponentes.

A guerra entre os dois tem diversos rótulos: mulher branca contra homem negro, experiência contra esperança, a megera contra o queridinho. Mas há uma tensão mais crucial na disputa pela Presidência. O falcão contra o pombo.

"Guardian" (Reino Unido)
Hillary se preocupa com liberação de registros da Casa Branca

Reprodução
Guardian
Guardian

Hillary Clinton se recuperou na disputa pela Casa Branca, em parte distribuindo golpes fortes contra seu oponente, mas a divulgação iminente de seus registros na Casa Branca pode dar a Barack Obama munição para seus próprios ataques.

Enquanto isso, embora John McCain já tenha garantido a nomeação republicana, ele enfrenta críticas tanto da direita como da esquerda, que devem continuar a atormentá-lo até novembro.

Hillary tem se debatido com questões sobre os registros dos anos em que foi primeira-dama ainda não divulgados, apesar dos pedidos feitos sob a lei de liberdade de informações. Durante o debate mais recente, Hillary retratou a atual administração como cúmplice no atraso na liberação --o que levou auxiliares de George W. Bush a dirigir a ela a culpa.

A palavra final veio calmamente nesta semana dos arquivos nacionais, que estão liberando os registros da era Clinton para o grupo conservador Judicial Watch. O grupo recebeu a promessa de obter 10 mil páginas dos registros do governo Clinton antes de uma audiência judicial marcada para 20 de março.

"PoliGazette" (Holanda)
Hillary e Obama deveriam ir atrás de John McCain?

Reprodução
PoliGazette
PoliGazette

Kevin Sullivan relata que alguns blogueiros progressistas pedem tanto a Barack Obama como a Hillary Clinton para interromperem os ataques um ao outro e, ao invés disso, concentrem forças sobre o pré-candidato republicano, o senador John McCain. "Embora isso possa parecer uma boa idéia", diz Sullivan, "isso apresenta desafios para os dois democratas".

Os democratas, no entanto, deveriam se concentrar um no outro agora, diz. O fato é que a corrida não é entre Obama-Hillary-McCain; para os dois democratas, é estritamente entre eles. para eles, McCain não deveria contar. Não neste momento. Eles terão meses para ir atrás de John McCain. Agora não é necessário.

Por outro lado, ir atrás de McCain faria sentido na medida em que o democrata que fizer isso, basicamente se apresente como o nomeado ou o líder na corrida. A corrida pela nomeação democrata ainda está muito aberta, mas a pessoa que pode representar melhor o papel de anti-McCain é o senador Barack Obama; afinal, ele lidera em número de delegados e venceu em mais Estados.

No fim, Sullivan está certo em dizer que é melhor para os dois democratas ignorar McCain no momento. Também vale lembrar que, enquanto estiverem falando de si mesmos e um do outro, McCain não vai conseguir muita atenção da imprensa. Se eles forem atrás de McCain, os jornalistas irão ao republicano, farão perguntas e ele receberá uma boa parte da atenção da imprensa.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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