Mundo
06/03/2008 - 12h26

Tensão em equipe de Hillary permanece, apesar de vitórias, diz "Post"

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da Folha Online

Apesar das três vitórias obtidas pela pré-candidata democrata à Presidência dos EUA, Hillary Clinton, na terça-feira (4) nos Estados de Ohio, Rhode Island e do Texas, permanece em sua equipe de campanha a hostilidade contra o principal estrategista da senadora por Nova York, Mark Penn, segundo reportagem desta quinta-feira do diário americano "Washington Post".

"A profunda hostilidade contra Penn [arquiteto da campanha de reeleição de Bill Clinton, em 1996] em uma hora de triunfo mostra o ambiente inflamável dentro da campanha de Hillary, uma operação em que o conflito e os campos em luta enfraqueceram uma candidata que já pareceu destinada à nomeação democrata", diz a reportagem.

"Hillary agora enfrenta o desafio de explorar a oportunidade do momento ao mesmo tempo em que decide se a desavença em sua base de campanha, em Arlington, se tornou um obstáculo que requer sua atenção."

Leia a íntegra da reportagem em inglês no Post

Delegados

De acordo com a última contagem de delegados da rede CNN, Hillary tem 1.424 delegados, enquanto seu rival e senador por Illinois, Barack Obama, conta com 1.520 delegados. Para alcançar a nomeação democrática, o candidato deve reunir 2.025 delegados. No Texas, a apuração do "caucus" realizado na terça-feira ainda não terminou e a disputa está acirrada --estão em jogo no Estado 67 delegados.

Penn diz que sua estratégia foi o que levou Hillary às vitórias na terça (em Ohio e no Texas, as vitórias era necessárias para mantê-la na disputa), enquanto outros conselheiros de campanha atribuem as vitórias à perseverança da pré-candidata.

As discordâncias entre os responsáveis por sua campanha, no entanto, vão ainda mais longe: alguns dizem que as vitórias se deram devido ao trabalho conjunto de campo que se organizou em tempo recorde. Outros alegam que foi a força que Hillary tem entre os eleitores hispânicos no sul do Texas, impedindo um avanço de Obama nessa região.

Mesmo os opositores a Penn dentro da campanha, no entanto, reconhecem que o anúncio de TV que perguntava qual democrata estaria mais preparado para "atender um telefone de emergência às 3h na Casa Branca".

Um dos conselheiros de campanha de Hillary ouvido pelo "Post" disse que por muito tempo houve discordância sobre se a campanha deveria se concentrar em enfatizar o caráter da pré-candidata ou se deveria questionar o de Obama --a opção nas últimas semanas foi adotar ambas as linhas de ação.

Segundo o texto, Hillary reuniu seus auxiliares de campanha sabendo de suas inimizades, esperando que das discussões acirradas surgidas em um ambiente assim surgissem boas idéias.

Mesmo assim, tem ficado claro que as divergências têm sido muito "corrosivas": uma das disputas tem sido a de apresentá-la como uma forte comandante-em-chefe, como pretende Penn, ou de mostrar um lado mais humano, como querem o marqueteiro Mandy Grunwald e o porta-voz, Howard Wolfson. Outro problema tem sido lidar com o marido de Hillary "e seu hábito de se desviar de seus pontos de argumentação para o campo da provocação".

Um outro dos conselheiros de Hillary disse ao "Post" que Penn já deveria ter deixado a campanha, por ter falhado em desenvolver uma mensagem e fazer a mensagem evoluir quando as coisas mudaram.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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