Mundo
06/03/2008 - 14h01

Rice deseja saída diplomática para conflito entre Colômbia e Equador

da Efe, em Bruxelas

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, pediu nesta quinta-feira que haja "uma saída diplomática" para a crise da Colômbia com Venezuela e Equador, e destacou que "o uso das zonas fronteiriças" por parte das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) deve ser vigiado.

"Acredito que haverá uma saída diplomática", afirmou Rice em entrevista coletiva após uma reunião de ministros das Relações Exteriores da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Rice destacou que, independentemente do andamento do processo diplomático, "todos devem estar atentos para o uso de zonas fronteiriças por parte de terroristas como as Farc".

Segundo ela, a guerrilha "é uma organização terrorista", por isso "é extremamente importante" impedir suas atividades.

Francois Lenoir/Reuters
Turkey's Foreign Minister Ali Babacan talks to U.S. Secretary of State Condoleezza Rice (R) at the start of a NATO foreign ministers meeting at the alliance's headquarters in Brussels March 6, 2008. Germany wants NATO to invite three Balkan states - Croatia, Albania and Macedonia - to join the alliance but is sceptical about moving Ukraine and Georgia closer to membership, its foreign minister said on Thursday. REUTERS/Francois Lenoir (BELGIUM)
Condoleezza Rice conversa com o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Ali Babacan, em encontro da Otan

Questionada sobre as acusações da Colômbia de que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, "apoiaria" as Farc, Rice advertiu que "ninguém deveria tratar com eles".

Neste sentido, mencionou o número "horrivelmente alto" de pessoas que morreram ou foram seqüestradas nos últimos anos pelas Farc.

A secretária de Estado americana ressaltou que ela mesma esteve sentada ao lado do chanceler colombiano, Fernando Araújo, refém das Farc durante seis anos, até que no início de 2007 fugiu através da floresta.

Também lembrou que a Colômbia "é um amigo e aliado muito bom" dos Estados Unidos, que apóiam os esforços para continuar a democratização e progresso econômico no país, que "quase foi um estado fracassado em 2000-2001".

Rice insistiu em que o Governo de Washington "luta duramente" para conseguir que o Congresso americano ratifique o tratado de livre-comércio com a Colômbia, o que enviaria "um sinal simbólico" a Bogotá.

Rice acrescentou que "infelizmente" não se reunirá hoje em Bruxelas (capital da Bélgica) com o vice-presidente colombiano, Francisco Santos Calderón, já que "não estava na agenda".

Santos Calderón esteve na quarta-feira (5) e hoje em Bruxelas para pedir a ajuda européia para agir contra o "apoio" que, segundo o governo de Bogotá, "a Venezuela dá para a guerrilha".

 

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