Ao menos oito morrem em ataque a escola religiosa em Jerusalém
da Folha Online
Um homem armado entrou na biblioteca de uma escola religiosa judaica [yeshiva] em Jerusalém durante uma sessão de estudos lotada e matou ao menos oito pessoas e feriu outras nove antes de ser morto.
Micky Rosenfeld, porta-voz da polícia, afirmou que o atirador entrou na escola pela porta principal e seguiu até a biblioteca, onde havia cerca de 80 pessoas. Ele levava uma pistola e um rifle e usou as duas armas no ataque.
Rosenfeld afirmou que ao menos seis pentes de balas vazios foram encontrados no chão da escola Mercaz Harav --conhecido centro de estudos judaicos relacionado com a liderança do movimento de colonos judeus na Cisjordânia--, localizada na área de Kiryat Moshe.
| Folha Online/Folha Online |
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Autoridades de segurança de Israel afirmaram que o atirador era de Jerusalém Oriental, região da cidade de maioria palestina. Palestinos de Jerusalém têm documentos de identificação que lhes permitem circular por Israel, diferente de palestinos da Cisjordânia e Gaza.
David Simchon, chefe da escola, disse que os estudantes se preparavam para a celebração do novo mês do calendário judaico, que inclui a data de Purim. "Nós planejávamos uma festa de Purim esta noite, e em vez disso, tivemos um massacre", afirmou.
Yehuda Meshi Zahav, chefe do serviço de resgate, entrou na biblioteca logo após o ataque. "Todo o edifício parecia um matadouro. O chão estava coberto de sangue. Os estudantes estavam em aula durante o ataque, afirmou. "O chão ficou repleto de livros sagrados cobertos de sangue."
Testemunhas afirmaram que estudantes pularam das janelas durante o ataque tentando escapar. Segundo o jornal israelense "Haaretz", um militar trocou tiros com o atirador, e dois policiais que foram ao local também se envolveram no tiroteio. O atirador morreu no local.
Após o tiroteio, estudantes da escola se manifestaram do lado de fora do prédio, pedindo vingança e dizendo "morte aos árabes".
Autoria
A TV Al Manar, do grupo radical xiita Hizbollah, anunciou nesta quinta-feira que um grupo até então desconhecido chamado Batalhões de Liberdade da Galiléia --Mártires do Imã Mughniyeh e Gaza é o responsável pelo ataque em Jerusalém.
Apesar de a alegação ter sido feita pela estação de TV do Hizbollah e o grupo levar o nome de um de seus membros recentemente assassinado, não ficou claro qual é a relação entre o Hizbollah e a nova organização.
| Kevin Frayer/AP |
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| Médicos levam israelense ferido no ataque em Jerusalém desta quinta-feira que deixou ao menos oito mortos em escola religiosa |
"Batalhões de Liberdade da Galiléia --os Mártires do Imã Mughniyeh e Gaza assumiram a responsabilidade pela operação de Jerusalém", dizia a mensagem de texto emitida pela Al Manar.
A TV não deu mais informações, e reivindicações de autoria de ataques como este não são comuns. Funcionários da Al Manar afirmaram terem recebido uma ligação telefônica do grupo em seu escritório em Beirute logo após o ataque.
Mughniyeh, comandante militar do Hizbollah, foi assassinado em um atentado a bomba no dia 12 de fevereiro em Damasco, Síria. A organização culpou Israel pela morte e o líder do Hizbollah, Hassan Nasrallah, declarou que retaliaria a morte de Mughniyeh com "guerra aberta" contra Israel. O país judeu nega a acusação.
No sul do Líbano, salvas de tiros celebrando o atentado foram disparadas no campo de refugiados palestinos de Ain al Helweh, o maior do país, enquanto pessoas saíam às ruas distribuindo doces.
Membros do Hamas e do Fatah no campo também comemoraram o ataque, mas não reivindicaram a autoria.
"O massacre de hoje é um momento definitivo", disse Mark Regev, porta-voz de Israel. "Está claro que aqueles que celebram este derramamento de sangue não só são inimigos de Israel, mas de toda a humanidade."
Os EUA e Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), condenaram o ataque.
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