Mundo
06/03/2008 - 23h18

Obama bate recorde de arrecadação com US$ 55 milhões em fevereiro

Publicidade

da Folha Online

O pré-candidato democrata à Casa Branca Barack Obama arrecadou US$ 55 milhões (R$ 91,8 milhões) em fevereiro para sua campanha presidencial, mais do que os US$ 35 milhões (R$ 58,4 milhões) de sua rival Hillary Clinton, anunciou nesta quinta-feira a equipe de campanha de Obama.

Com a arrecadação do mês passado, o senador por Illinois já conseguiu US$ 193 milhões (R$ 322,1 milhões) para sua campanha.

O anúncio chega dois dias depois de o senador perder em três das quatro primárias realizadas na terça-feira (4) em Ohio, Texas, Rhode Island e Vermont, sendo o último o único Estado onde Obama venceu.

A vitória da senadora por Nova York aumentou a incerteza sobre o futuro da corrida democrata e conteve a seqüência de vitórias de Obama, que havia vencido as 12 prévias antes de terça-feira.

A arrecadação de fevereiro é o segundo recorde de Obama, que bateu o primeiro em janeiro com US$ 36 milhões (R$ 60 milhões) arrecadados, mais que qualquer outro aspirante à Presidência nas prévias realizadas até o momento.

A campanha de Hillary anunciou nesta quinta que arrecadou, este mês, pela internet, US$ 6 milhões. De acordo com a equipe, US$ 4 milhões foram doados entre o fechamento das urnas na terça-feira e o meio-dia desta quinta.

Disputa acirrada

Após as importantes vitórias de Hillary Clinton nas primárias de Ohio, Texas e Rhode Island, Obama segue na liderança. O senador por Illinois conquistou o Estado de Vermont, responsável por apenas 15 delegados. No Texas, a apuração do caucus não terminou e a disputa está acirrada, desta votação deve sair a indicação de outros 67 delegados.

De acordo com a última contagem de delegados da rede CNN, Obama conta com 1.520 delegados, enquanto Clinton tem 1.424. Para alcançar a nomeação democrática, o candidato deve reunir 2.025 delegados.

Para conseguir a nomeação, os dois senadores precisarão de conquistas substanciais na maior parte das votações restantes. Caso contrário, a batalha será resolvida pelos cerca de 800 superdelegados na convenção nacional do partido, em agosto.

A próxima grande primária democrata acontece no dia 22 de abril, na Pensilvânia, com a escolha de 158 delegados. Antes ainda serão realizados os pleitos em Wyoming, no próximo sábado (8), e Mississipi, no dia (11), porém somente 58 representantes sairão dos dois Estados.

Equipes dos dois senadores estão trabalhando duro na campanha da Pensilvânia.

O Estado da Pensilvânia pode ser um campo fértil para Hillary. "É (um Estado) muito parecido com Ohio demograficamente. Assim como em Ohio, a senadora tem o apoio do governador Ed Rendell, politicamente muito ativo. Acredito que Obama terá um trabalho difícil pela frente aí", afirmou Mark Halperin, analista político para a revista "Time".

Superdelegados

Mais de 400 superdelegados já anunciaram publicamente suas preferências. Considerando as declarações, Hillary estaria na frente de Obama com 238 a 199 superdelegados.

A presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, afirmou nesta quarta-feira (5) que não é o momento para os superdelegados se envolverem na disputa.

"Ainda há muitos eleitores que ainda não foram ouvidos e acho que nossos dois candidatos são capazes de insuflar o eleitorado e nos deixar em uma situação vantajosa para novembro. Acredito que este não seja o momento de entrarmos em grandes disputas (internas)", sustentou Pelosi.

A democrata declarou estar confiantes de que o nome do candidato seja decidido antes da convenção democrata em agosto. Pelosi alega que a campanha prolongada do partido democrata pode ser uma boa oportunidade para "esclarecer as diferenças" entre democratas e republicanos sobre os principais temas de debate.

Com Efe

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
avalie fechar
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
avalie fechar
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2849)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca