Mundo
07/03/2008 - 09h34

Patrocinador de Obama vai ao tribunal acusado de lavagem de dinheiro

Publicidade

Colaboração para a Folha Online

Começa nesta quinta-feira o processo judiciário contra Antoin "Tony" Rezko, empresário ligado à campanha do senador de Illinois Barack Obama. Rezko é acusado de lavagem de dinheiro, suborno e tentativa de extorsão em Chicago. O caso pode causar problemas a Obama no momento em que foi divulgado seu recorde de arrecadação em fevereiro: US$ 55 milhões (R$ 91,8 milhões).

A promotoria pública acusa o empresário de Chicago de estar por trás de um esquema de fraude envolvendo US$ 7 milhões (R$ 11,7 milhões). Na página 59 do indiciamento há uma referência a um dos muitos casos supostos de propina em um contrato do governo que aparentemente terminou em uma doação de US$ 10 mil para um "candidato político", cujo nome não foi revelado.

Alex Brandon/AP
Democratic presidential hopeful, Sen. Barack Obama D-Ill., speaks to the media on the plane in San Antonio, Texas, Wednesday, March 5, 2008.(AP Photo/Alex Brandon)
Barack Obama fala à imprensa após suas derrotas em Ohio, Texas e Rhode Island.

A propina foi supostamente paga por Rezko, um imigrante sírio que se tornou uma figura política poderosa em Chicago. O "candidato político" que foi beneficiado com os US$ 10 mil teria sido o pré-candidato democrata, que seria um amigo de longa data do empresário.

Obama não foi acusado de nada e não necessariamente tem conhecimento de onde viria a doação. Mas o testemunho deve ligar os fundos de sua campanha ao submundo político da cidade.

Recorde

O pré-candidato democrata à Casa Branca arrecadou US$ 55 milhões (R$ 91,8 milhões) em fevereiro para sua campanha presidencial, mais do que os US$ 35 milhões (R$ 58,4 milhões) de sua rival Hillary Clinton, de acordo com a equipe de campanha de Obama.

Com a arrecadação do mês passado, o senador por Illinois já conseguiu US$ 193 milhões (R$ 322,1 milhões) para sua campanha.

O anúncio da arrecadação acontece logo após o senador perder em três das quatro primárias realizadas na terça-feira (4) em Ohio, Texas, Rhode Island e Vermont, sendo o último o único Estado onde Obama venceu.

A vitória da senadora por Nova York aumentou a incerteza sobre o futuro da corrida democrata e conteve a seqüência de vitórias de Obama, que havia vencido as 11 prévias antes de terça-feira.

A campanha de Hillary anunciou nesta quinta que arrecadou, este mês, pela internet, US$ 6 milhões. De acordo com a equipe, US$ 4 milhões foram doados entre o fechamento das urnas na terça-feira e o meio-dia desta quinta.

Disputa acirrada

De acordo com a última contagem de delegados da rede CNN, Obama conta com 1.520 delegados, enquanto Clinton tem 1.424. Para alcançar a nomeação democrática, o candidato deve reunir 2.025 delegados.

Para conseguir a nomeação, os dois senadores precisarão de conquistas substanciais na maior parte das votações restantes. Caso contrário, a batalha será resolvida pelos cerca de 800 superdelegados na convenção nacional do partido, em agosto.

A próxima grande primária democrata acontece no dia 22 de abril, na Pensilvânia, com a escolha de 158 delegados. Antes ainda serão realizados os pleitos em Wyoming, no próximo sábado (8), e Mississipi, no dia (11), porém somente 58 representantes sairão dos dois Estados.

Equipes dos dois senadores estão trabalhando duro na campanha da Pensilvânia.

Com informações da Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
avalie fechar
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
avalie fechar
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2849)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca