Às vésperas da eleição, atentado mata ex-vereador socialista espanhol no País Basco
da Folha Online
O ex-vereador socialista Isaias Carrasco foi assassinado a tiros na frente da mulher e da filha nesta sexta-feira na cidade de Arrasate, no norte da Espanha, dois dias antes das eleições gerais no país.
Carrasco recebeu três disparos na nuca quando saía de sua casa em companhia de sua mulher e sua filha. Ele chegou a ser socorrido e levado a um hospital, mas não resistiu e morreu. O atentado ocorreu no mesmo dia em que terminaria a campanha eleitoral.
O candidato socialista e presidente do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, conversou por telefone com o adversário conservador nas eleições de domingo, Mariano Rajoy, e ambos concordaram com a suspensão da campanha.
Zapatero foi informado do atentado ao término de um ato eleitoral na cidade de Málaga, de onde retornou diretamente para Madri.
O candidato do Partido Popular, Mariano Rajoy, estava em sua casa na capital espanhola, prestes a se dirigir à cidade de Sevilha para participar de um ato de encerramento de campanha.
Carrasco foi vereador do Partido Socialista em Arrasate até as últimas eleições municipais, realizadas em maio de 2007. Segundo o "El País", ele trabalhava atualmente no pedágio de uma rodovia.
O ministro espanhol do Interior, Alfredo Perez Rubalcaba, afirmou que o ETA (grupo separatista basco) é responsável pelo assassinato do ex-vereador socialista. "O ETA assassinou Isaias Carrasco", declarou Rubalcaba à imprensa, condenando um atentado "vil e covarde".
Uma vizinha que estava em casa no momento do crime ouviu os três disparos. Quando chegou à janela, viu um homem estendido no chão e envolto em sangue. Nesse momento, ela ouviu gritos de "assassinos, assassinos!", informa o jornal "El País".
Há quatro anos, em março de 2004, os espanhóis foram às urnas sob a enorme consternação causada por um atentado contra quatro trens de passageiros nos arredores de Madri, que deixou 191 mortos e mais de 1.800 feridos. Esse atentado foi cometido três dias antes das eleições.
Membros de todos os partidos políticos com representação parlamentar foram convocados para uma reunião na tarde de hoje, no Parlamento, para condenar de forma unânime e conjunta o assassinato.
Com France Presse, Efe e Associated Press
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