Flórida e Michigan podem definir a candidatura democrata
Colaboração da Folha Online
Com Hillary Clinton e Barack Obama competindo delegado a delegado a candidatura democrata à Presidência dos EUA, os líderes do partido democrata discutem refazer as primárias em dois grandes Estados que foram deixados de lado por problemas na votação e agora tornam-se um fator determinante para a vitória.
O debate sobre como lidar com Flórida e Michigan - que ficaram sem delegados como punição por terem adiantado suas votações - ganha força à medida que Obama e Hillary trocam acusações e aumenta a temperatura das discussões. O partido democrata teme que os pré-candidatos se desgastem exageradamente nesta primeira fase da campanha, perdendo forças para combater o candidato republicano nas eleições de novembro.
Entre os republicanos, o senador pelo Arizona John McCain já é considerado candidato à Presidência, apesar da nomeação oficial ser feita apenas em setembro na convenção nacional do partido. McCain, 71, começa a procurar possíveis candidatos à vice-presidência.
O senador republicano, veterano do Vietnã, enfatizou durante sua campanha a política externa e suas credenciais para tratar da segurança nacional. São estes os assuntos que voltaram a guiar as falas dos pré-candidatos democratas, na tentativa de provar quem será o democrata capaz de vencer McCain e chegar à Casa Branca.
Mesmo após as importantes vitórias de Hillary Clinton nas primárias de Ohio, Texas e Rhode Island, Obama segue na liderança. De acordo com a última contagem de delegados da rede CNN, Obama conta com 1.520 delegados, enquanto Clinton tem 1.424. Para alcançar a nomeação democrática, o candidato deve reunir 2.025 delegados.
Entretanto Hillary aproveita o bom momento para explorar o tema da economia como ponto de virada na corrida. "O senador Obama perdeu Ohio e o Texas porque os eleitores têm dúvidas sobre suas habilidades para promover a economia", afirma uma nota divulgada pela equipe de campanha de Hillary na quinta-feira (6).
Pensilvânia
Para conseguir a nomeação, os dois senadores precisarão de conquistas substanciais na maior parte das votações restantes. Caso contrário, a batalha será resolvida pelos cerca de 800 superdelegados na convenção nacional do partido, em agosto.
A próxima grande primária democrata acontece no dia 22 de abril, na Pensilvânia, com a escolha de 158 delegados. Antes ainda serão realizados os pleitos em Wyoming, no próximo sábado (8), e Mississipi, no dia (11), porém somente 58 representantes sairão dos dois Estados.
O Estado da Pensilvânia pode ser um campo fértil para Hillary. "É (um Estado) muito parecido com Ohio demograficamente. Assim como em Ohio, a senadora tem o apoio do governador Ed Rendell, politicamente muito ativo. Acredito que Obama terá um trabalho difícil pela frente aí", afirmou Mark Halperin, analista político para a revista "Time".
Superdelegados
Mais de 400 superdelegados já anunciaram publicamente suas preferências. Considerando as declarações, Hillary estaria na frente de Obama com 238 a 199 superdelegados.
A presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, afirmou nesta quarta-feira (5) que não é o momento para os superdelegados se envolverem na disputa.
Com informações da Associated Press
Leia mais
- Patrocinador de Obama vai ao tribunal acusado de lavagem de dinheiro
- Ron Paul sugere que deixará corrida republicana pela Presidência dos EUA
- Obama questiona falta de transparência de Hillary
- Michigan e Flórida querem refazer suas primárias democratas
- Tensão em equipe de Hillary permanece, apesar de vitórias, diz "Post"
- Veja a disputa dos pré-candidatos à Presidência dos EUA na imprensa internacional
Especial


Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
avalie fechar
avalie fechar
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
avalie fechar