Mundo
07/03/2008 - 13h56

Flórida e Michigan podem definir a candidatura democrata

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Colaboração da Folha Online

Com Hillary Clinton e Barack Obama competindo delegado a delegado a candidatura democrata à Presidência dos EUA, os líderes do partido democrata discutem refazer as primárias em dois grandes Estados que foram deixados de lado por problemas na votação e agora tornam-se um fator determinante para a vitória.

O debate sobre como lidar com Flórida e Michigan - que ficaram sem delegados como punição por terem adiantado suas votações - ganha força à medida que Obama e Hillary trocam acusações e aumenta a temperatura das discussões. O partido democrata teme que os pré-candidatos se desgastem exageradamente nesta primeira fase da campanha, perdendo forças para combater o candidato republicano nas eleições de novembro.

Entre os republicanos, o senador pelo Arizona John McCain já é considerado candidato à Presidência, apesar da nomeação oficial ser feita apenas em setembro na convenção nacional do partido. McCain, 71, começa a procurar possíveis candidatos à vice-presidência.

O senador republicano, veterano do Vietnã, enfatizou durante sua campanha a política externa e suas credenciais para tratar da segurança nacional. São estes os assuntos que voltaram a guiar as falas dos pré-candidatos democratas, na tentativa de provar quem será o democrata capaz de vencer McCain e chegar à Casa Branca.

Mesmo após as importantes vitórias de Hillary Clinton nas primárias de Ohio, Texas e Rhode Island, Obama segue na liderança. De acordo com a última contagem de delegados da rede CNN, Obama conta com 1.520 delegados, enquanto Clinton tem 1.424. Para alcançar a nomeação democrática, o candidato deve reunir 2.025 delegados.

Entretanto Hillary aproveita o bom momento para explorar o tema da economia como ponto de virada na corrida. "O senador Obama perdeu Ohio e o Texas porque os eleitores têm dúvidas sobre suas habilidades para promover a economia", afirma uma nota divulgada pela equipe de campanha de Hillary na quinta-feira (6).

Pensilvânia

Para conseguir a nomeação, os dois senadores precisarão de conquistas substanciais na maior parte das votações restantes. Caso contrário, a batalha será resolvida pelos cerca de 800 superdelegados na convenção nacional do partido, em agosto.

A próxima grande primária democrata acontece no dia 22 de abril, na Pensilvânia, com a escolha de 158 delegados. Antes ainda serão realizados os pleitos em Wyoming, no próximo sábado (8), e Mississipi, no dia (11), porém somente 58 representantes sairão dos dois Estados.

O Estado da Pensilvânia pode ser um campo fértil para Hillary. "É (um Estado) muito parecido com Ohio demograficamente. Assim como em Ohio, a senadora tem o apoio do governador Ed Rendell, politicamente muito ativo. Acredito que Obama terá um trabalho difícil pela frente aí", afirmou Mark Halperin, analista político para a revista "Time".

Superdelegados

Mais de 400 superdelegados já anunciaram publicamente suas preferências. Considerando as declarações, Hillary estaria na frente de Obama com 238 a 199 superdelegados.

A presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, afirmou nesta quarta-feira (5) que não é o momento para os superdelegados se envolverem na disputa.

Com informações da Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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