Após seis dias, tropas da Colômbia matam outro líder das Farc
da Folha Online
Um segundo líder das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) foi morto por tropas colombianas nesta sexta-feira, apenas seis dias após a morte de outro comandante.
Iván Ríos --ou Manuel Muñoz Ortiz, seu verdadeiro nome-- foi morto nesta sexta-feira em território colombiano durante operação do Exército que contou com a participação do Corpo Técnico de Investigação do Ministério Público (CTI) na zona rural de Samaná (400 km a oeste de Bogotá), no departamento de Caldas.
O chefe guerrilheiro morreu durante combates que ainda ocorriam ao meio-dia (14h em Brasília) desta sexta em uma área montanhosa de Samaná.
No último sábado (1º), Raúl Reyes --o segundo homem no comando das Farc-- foi morto por tropas colombianas no Equador, a 1,8 km da fronteira com a Colômbia. Outros 22 guerrilheiros morreram na ação.
O ataque que matou Reyes causou uma grave crise diplomática entre Equador e Colômbia. No domingo, tanto Quito quanto Caracas anunciaram o envio de tropas às suas fronteiras com a Colômbia.
Na segunda-feira, Bogotá passou a fazer uma série da acusações contra Caracas e Quito, afirmando que os dois países são coniventes e favorecem as Farc --considerado um grupo terrorista--, com base em documentos encontrados no computadores de Reyes.
Ainda na segunda, o Equador rompeu relações diplomáticas com a Colômbia, atitude tomada também pela Nicarágua na quinta.
Ríos, 40, foi seminarista na juventude e era considerado um dos dirigentes mais próximos do fundador e líder das Farc, Manuel Marulanda. Ele coordenou o chamado Comitê Temático, um órgão que apoiou as frustradas negociações de paz que as Farc celebraram com o governo anterior de Andrés Pastrana (1998-2002) a partir de 1999, e durante três anos.
"Não há dúvida de que foi mais um golpe duro para as Farc, são fatos que a organização deve saber assimilar, no sentido de compreender que o único caminho para a Colômbia é o da solução política para o conflito, uma negociação que ponha fim a esta guerra e a esta barbárie", afirmou o diretor do semanário comunista Voz, Carlos Lozano, que conhecia o guerrilheiro morto.
Após a morte de Reyes, as Farc haviam anunciado a entrada para o Secretariado de Milton de Jesús Toncel (Joaquín Gómez). Os outros membros da cúpula do movimento são Guillermo León Sáenz (Alfonso Cano), Luciano Marín (Iván Márquez), Rodrigo Londoño (Tomochenko) e Jorge Briceño (Mono Jojoy).
Ele havia ingressado no secretariado das Farc em 2003, substituindo Efraín Guzmán, um dos líderes históricos do grupo fundado em 1964.
As Farc, a mais antiga das guerrilhas colombianas, é composta por 6.000 a 8.000 combatentes, de acordo com o governo colombiano. Organismos internacionais estimam que ao menos 10 mil homens compõem o grupo.
O presidente colombiano, Álvaro Uribe, fez da luta contra as Farc o pilar de sua estratégia de "Segurança Democrática".
Segundo analistas, as mortes de Reyes e Ríos foram os mais duros golpes contra o grupo em toda a sua história.
Com France Presse
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Especial

Minha nossa além de sustentar toda essa turma, ainda me arrumam estrangeiros sobre minhas costas, o povo não aguenta tanta desfasatez
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Tó fora...
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