Conselheira de Obama pede demissão após chamar Hillary de "monstro"
Colaboração para a Folha Online
Conselheira da campanha do pré-candidato Barack Obama, Samantha Power, demitiu-se nesta sexta-feira após chamar a opositora Hillary Clinton de "monstro". A professora de Harvard, conselheira voluntária de política externa do senador de Illinois, demonstrou profundo arrependimento através de nota divulgada pela equipe de campanha.
"Segunda-feira, fiz comentários imperdoáveis que não condizem com minha declarada admiração pela senadora Hillary e nem com os princípios, caráter e propósitos da campanha de Obama", disse Samantha, "Estendo minhas desculpas à senadora Hillary, senador Obama e toda a esplêndida equipe com quem trabalhei por estes 14 meses".
A entrevista concedida por Samantha na segunda-feira (3) apareceu na edição desta sexta-feira do diário escocês "The Scotland", apesar das tentativas da conselheira em evitar a publicação.
De acordo com o jornal, Samantha afirmou que Hillary "é um monstro -- isso em off [indicando que não deve ser publicado]. Concorda com qualquer coisa".
Acusação
A fala de Samantha serve de munição para a campanha da senadora por Nova Iorque que, logo após o anúncio de demissão da conselheira, chamou uma coletiva de imprensa criticando sua postura. "Obama defende um novo tipo de política, e este é o pior tipo de política", afirmou a equipe da senadora.
Somado ao processo judiciário contra Antoin "Tony" Rezko, empresário ligado à campanha do senador Obama, pode causar problemas ao pré-candidato democrata e aumentar o poder de fogo da campanha de Hillary.
Na quinta-feira (6), teve início o processo da promotoria pública contra o empresário de Chicago por um esquema fraudulento que teria movimentado US$ 7 milhões (R$ 11,7 milhões). Na página 59 do indiciamento há uma referência a um dos muitos casos supostos de propina em um contrato do governo que aparentemente terminou em uma doação de US$ 10 mil para um "candidato político", cujo nome não foi revelado.
A propina foi supostamente paga por Rezko, um imigrante sírio que se tornou uma figura política poderosa em Chicago. O "candidato político" que foi beneficiado com os US$ 10 mil teria sido o pré-candidato democrata, que seria um amigo de longa data do empresário.
Obama não foi acusado de nada e não necessariamente tem conhecimento de onde viria a doação. Mas o testemunho deve ligar os fundos de sua campanha ao submundo político da cidade.
Recorde
O pré-candidato democrata à Casa Branca arrecadou US$ 55 milhões (R$ 91,8 milhões) em fevereiro para sua campanha presidencial, mais do que os US$ 35 milhões (R$ 58,4 milhões) de sua rival Hillary Clinton, de acordo com a equipe de campanha de Obama.
Com a arrecadação do mês passado, o senador por Illinois já conseguiu US$ 193 milhões (R$ 322,1 milhões) para sua campanha.
O anúncio da arrecadação acontece logo após o senador perder em três das quatro primárias realizadas na terça-feira (4) em Ohio, Texas, Rhode Island e Vermont, sendo o último o único Estado onde Obama venceu.
A vitória da senadora por Nova York aumentou a incerteza sobre o futuro da corrida democrata e conteve a seqüência de vitórias de Obama, que havia vencido as 11 prévias antes de terça-feira.
Disputa acirrada
De acordo com a última contagem de delegados da rede CNN, Obama conta com 1.520 delegados, enquanto Clinton tem 1.424. Para alcançar a nomeação democrática, o candidato deve reunir 2.025 delegados.
Para conseguir a nomeação, os dois senadores precisarão de conquistas substanciais na maior parte das votações restantes. Caso contrário, a batalha será resolvida pelos cerca de 800 superdelegados na convenção nacional do partido, em agosto.
A próxima grande primária democrata acontece no dia 22 de abril, na Pensilvânia, com a escolha de 158 delegados. Antes ainda serão realizados os pleitos em Wyoming, no próximo sábado (8), e Mississipi, no dia (11), porém somente 58 representantes sairão dos dois Estados.
Com informações da Associated Press
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Especial


Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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